02/06/2010
07h38 - Fovest traz raio-X das principais faculdades de administração e economia de SP
01/06/2010
22h23 - Unicamp decide participar da avaliação do Enade
20h12 - Mais de 108 mil estudantes procuraram Fies no primeiro mês de inscrição, diz MEC
16h56 - "Essa isonomia como eles dizem não existe", diz reitor da Unicamp sobre salários de servidores
16h33 - Acafe libera consulta aos locais de prova do vestibular 2010 de inverno
15h18 - Mackenzie prorroga inscrições do vestibular 2010 de inverno até 9 de junho
13h45 - Alunos devem ter cuidado na hora de escolher o curso superior
13h34 - MEC lança manual de cursos técnicos
12h48 - Em encontro de reitores, mesa sobre inclusão exclui políticas afirmativas
12h42 - Mulheres são minoria em encontro internacional de reitores
Uol Educação
quarta-feira, 2 de junho de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
CONCURSO NACIONAL PARA PROFESSORES
Categoria vê concurso nacional para professores com preocupação
A ideia do Ministério da Educação (MEC) de criar um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente está sendo vista com “preocupação” pela categoria. O modelo funcionará de forma semelhante ao novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): os professores farão a prova e as secretarias de educação – municipais e estaduais - poderão utilizar a nota para selecionar os profissionais que irão trabalhar na rede pública de ensino.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, a ideia é “em tese” interessante porque contribui para a formação de uma carreira nacional do magistério, antiga revindicação da categoria. Ele teme, entretanto, que o novo instrumento sirva para criar rankings nacionais de avaliação dos docentes.
“Isso é muito preocupante e nós não concordamos. Esse projeto deveria ter sido melhor discutido, ele não foi debatido como deveria”, critica. Alguns estados utilizam a avaliação de desempenho de alunos e de professores para estabelecer políticas de bônus ou aumento de salário para aqueles docentes que obtêm o melhor resultado, o que os sindicatos são contra. “Os estados e municípios não podem culpar o professor por todos os problemas da educação”, diz.
Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, não há intenção de criar rankings. Ele destaca ainda que as notas obtidas pelo professores não serão divulgadas o que afasta a possibilidade de classificação. “O resultado é um exame exclusivo do professor”, disse à Agência Brasil. Haddad ressaltou que o exame “é endereçado a pessoas que queiram ingressar na rede, não para quem já está na rede pública”, por isso não há porquê os professores que já estão atuando temerem a avaliação.
“A não ser que o professor queira mudar de rede porque, por exemplo, está insatisfeito com o seu salário. O objetivo do projeto é ampliar o horizonte do profissional. E uma prova é obrigatória para a entrada no concurso público”, afirma.
Em 2011, a prova será destinada a docentes que tenham interesse em trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será responsável pelo exame. A matriz dos conteúdos que serão cobrados na prova estará disponível para consulta pública no site do Inep ainda essa semana. Professores, universidades, estados e municípios podem opinar sobre o modelo da prova durante 45 dias. Logo depois, terá início o período de adesão das redes de ensino.
Haddad acredita que o instrumento pode ajudar a melhorar as condições salariais dos professores da rede pública. “O objetivo é aumentar o salário do professor, porque o professor bem formado vai ser disputado. Todo mundo quer atrair para sua rede os professores que tenham condição de mudar a realidade da escola pública do Brasil. Todo o projeto visa a valorização da carreira”, defendeu o ministro.
Da Agência Brasil
Pernambuco.com
A ideia do Ministério da Educação (MEC) de criar um Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente está sendo vista com “preocupação” pela categoria. O modelo funcionará de forma semelhante ao novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): os professores farão a prova e as secretarias de educação – municipais e estaduais - poderão utilizar a nota para selecionar os profissionais que irão trabalhar na rede pública de ensino.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, a ideia é “em tese” interessante porque contribui para a formação de uma carreira nacional do magistério, antiga revindicação da categoria. Ele teme, entretanto, que o novo instrumento sirva para criar rankings nacionais de avaliação dos docentes.
“Isso é muito preocupante e nós não concordamos. Esse projeto deveria ter sido melhor discutido, ele não foi debatido como deveria”, critica. Alguns estados utilizam a avaliação de desempenho de alunos e de professores para estabelecer políticas de bônus ou aumento de salário para aqueles docentes que obtêm o melhor resultado, o que os sindicatos são contra. “Os estados e municípios não podem culpar o professor por todos os problemas da educação”, diz.
Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, não há intenção de criar rankings. Ele destaca ainda que as notas obtidas pelo professores não serão divulgadas o que afasta a possibilidade de classificação. “O resultado é um exame exclusivo do professor”, disse à Agência Brasil. Haddad ressaltou que o exame “é endereçado a pessoas que queiram ingressar na rede, não para quem já está na rede pública”, por isso não há porquê os professores que já estão atuando temerem a avaliação.
“A não ser que o professor queira mudar de rede porque, por exemplo, está insatisfeito com o seu salário. O objetivo do projeto é ampliar o horizonte do profissional. E uma prova é obrigatória para a entrada no concurso público”, afirma.
Em 2011, a prova será destinada a docentes que tenham interesse em trabalhar com alunos dos primeiros anos do ensino fundamental e da educação infantil. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será responsável pelo exame. A matriz dos conteúdos que serão cobrados na prova estará disponível para consulta pública no site do Inep ainda essa semana. Professores, universidades, estados e municípios podem opinar sobre o modelo da prova durante 45 dias. Logo depois, terá início o período de adesão das redes de ensino.
Haddad acredita que o instrumento pode ajudar a melhorar as condições salariais dos professores da rede pública. “O objetivo é aumentar o salário do professor, porque o professor bem formado vai ser disputado. Todo mundo quer atrair para sua rede os professores que tenham condição de mudar a realidade da escola pública do Brasil. Todo o projeto visa a valorização da carreira”, defendeu o ministro.
Da Agência Brasil
Pernambuco.com
EDUCAÇÃO
28/05/2010 | 17h25 | Educação
Melhoria do ensino reduz desigualdade, apontam especialistas em conferência de ciência e tecnologia
É preciso melhorar o sistema de ensino no Brasil para que as desigualdades sociais sejam reduzidas e haja mais inclusão social, avaliaram hoje (28) os participantes de plenária sobre o tema, na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Luiz Davidovich, físico e secretário-geral do evento lembrou que os cientistas e a comunidade acadêmica não podem resolver todos os problemas, que, muitas vezes, têm a ver com a adoção de políticas públicas corretas para reduzir a lacuna que existe entre os menos e os mais favorecidos.
“Às vezes, ficamos muito preocupados que coloquem muito peso nas costas da comunidade científica em relação a essas questões. Questões de políticas públicas, e que são importantes, extravasam o âmbito da ciência”, disse. Um exemplo citado por ele é sobre a assistência educacional às crianças de até 3 anos. Para Davidovich, essa assistência é fundamental para “determinar o horizonte, o futuro dessas crianças.”
Segundo ele, existem estatísticas, com números levantados em outros países, que mostram que uma intervenção nessa faixa de idade muda o rumo do cidadão, reduzindo a taxa de criminalidade e aumentando a chance de acesso ao ensino superior. “Então, essa é uma questão que independe da ciência e tecnologia”, disse.
Por outro lado, ele destaca que é importante a ciência atuar em conjunto com as tecnologias sociais, que procuram estimular novos tipos de empreendimentos. Para ele, é importante que a inovação não ocorra apenas nas empresas clássicas, mas também em novos setores como cooperativas e empreendimentos sociais e populares.
“Em outras palavras, procura-se também conceber novos tipos de empresa, com inovação, mas que não participem de um processo de exclusão social e que apresentem perspectivas para um novo modelo de organização social”, observa. Nesse aspecto, ele defende mudanças, por exemplo, no ensino de ciências, não da forma como é feito em muitas escolas, apenas com o quadro de giz, mas que permita ao estudante vivenciar as experiências.
Outro problema que acaba se refletindo na inclusão é a falta de uma escola boa e eficiente para todos. Davidovich lembra que, nas comunidades carentes, os pais analfabetos, ao descobrirem que os filhos já leem, ficam satisfeitos e acham que é o suficiente para uma ocupação no mercado de trabalho. No entanto, há uma discriminação entre as escolas dessas comunidades e as escolas das classes média e alta.
“Não basta a criança aprender a ler e ser enviada ao mercado de trabalho. Ela tem de aprender a perguntar, questionar, interrogar a natureza”. Davidovich também acredita que é preciso investir mais na formação dos professores. Ele sugeriu que haja um maior envolvimento de todos nessa questão, do Estado e do próprio mundo acadêmico, principalmente nas instituições públicas.
Na plenária sobre o papel da ciência, da tecnologia e da inovação na redução das desigualdades sociais e na inclusão social como consequência da democracia e da cidadania, foi mostrado que a nota mínima para entrar, em uma universidade, no curso de medicina, é 8,3, enquanto para os candidatos à licenciatura de física e matemática, é pouco mais de 3. “Ora, esses serão os professores e educadores das nossas crianças, os formadores das nossas crianças. Entram no vestibular com média 3. É um paradoxo que foi resolvido em outros países”, afirmou.
O especialista chegou a comparar esse cenário a um regime separatista como o apartheid, em que há dois grupos: um que é beneficiado com educação de qualidade e outro que recebe uma educação de baixa qualidade. “Se não mudarmos isso, o país não terá um forte protagonismo internacional. Vem de séculos [essa realidade], da escravidão, da segregação social e precisa de 10 a 20 anos [para ser resolvida]. Deve ser iniciada logo [uma mudança desse quadro], para que, daqui a 20 anos, não tenhamos mais essa segregação”.
De acordo com a professora Maria Alice Rezende de Carvalho, do Departamento de Sociologia e Política da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, é importante transformar a ciência em algo que tenha valor para o cidadão comum. Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), Maria Alice disse ainda que não se pode separar ciência e tecnologia que, constitutivamente, estão associadas à democratização da sociedade.
Ela citou como exemplo a difusão da informação, que precisa de uma tecnologia específica e está cada vez mais desenvolvida. O próprio processo de formação de acervos envolve ciência, observou. “Sem informação é impossível dar prosseguimento aos desejos e entender de que maneira esses desejos podem ser realizados por meio de cursos e de uma formação específica”, disse.
Maria Alice também destacou a educação como de fundamental importância nesse processo de inclusão e na redução das diferenças sociais e econômicas. “A Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação pretende que a ciência seja uma linguagem do mundo e que ela traga, de fato, melhoria para a qualidade das condições de vida das grandes massas brasileiras”.
Entre os aspectos importantes para que isso ocorra, a professora citou a melhoria da qualidade de vida em todos os níveis e a possibilidade de transformação das inovações sociais, que estão na base da sociedade, encontrarem caminhos para a difusão desse conhecimento. Para a presidente da Anpocs, é importante também que comunidades que, muitas vezes, têm saberes empíricos, venham a ser também produtoras de conhecimento.
Da Agência Brasil
Pernambuco.com
Melhoria do ensino reduz desigualdade, apontam especialistas em conferência de ciência e tecnologia
É preciso melhorar o sistema de ensino no Brasil para que as desigualdades sociais sejam reduzidas e haja mais inclusão social, avaliaram hoje (28) os participantes de plenária sobre o tema, na 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Luiz Davidovich, físico e secretário-geral do evento lembrou que os cientistas e a comunidade acadêmica não podem resolver todos os problemas, que, muitas vezes, têm a ver com a adoção de políticas públicas corretas para reduzir a lacuna que existe entre os menos e os mais favorecidos.
“Às vezes, ficamos muito preocupados que coloquem muito peso nas costas da comunidade científica em relação a essas questões. Questões de políticas públicas, e que são importantes, extravasam o âmbito da ciência”, disse. Um exemplo citado por ele é sobre a assistência educacional às crianças de até 3 anos. Para Davidovich, essa assistência é fundamental para “determinar o horizonte, o futuro dessas crianças.”
Segundo ele, existem estatísticas, com números levantados em outros países, que mostram que uma intervenção nessa faixa de idade muda o rumo do cidadão, reduzindo a taxa de criminalidade e aumentando a chance de acesso ao ensino superior. “Então, essa é uma questão que independe da ciência e tecnologia”, disse.
Por outro lado, ele destaca que é importante a ciência atuar em conjunto com as tecnologias sociais, que procuram estimular novos tipos de empreendimentos. Para ele, é importante que a inovação não ocorra apenas nas empresas clássicas, mas também em novos setores como cooperativas e empreendimentos sociais e populares.
“Em outras palavras, procura-se também conceber novos tipos de empresa, com inovação, mas que não participem de um processo de exclusão social e que apresentem perspectivas para um novo modelo de organização social”, observa. Nesse aspecto, ele defende mudanças, por exemplo, no ensino de ciências, não da forma como é feito em muitas escolas, apenas com o quadro de giz, mas que permita ao estudante vivenciar as experiências.
Outro problema que acaba se refletindo na inclusão é a falta de uma escola boa e eficiente para todos. Davidovich lembra que, nas comunidades carentes, os pais analfabetos, ao descobrirem que os filhos já leem, ficam satisfeitos e acham que é o suficiente para uma ocupação no mercado de trabalho. No entanto, há uma discriminação entre as escolas dessas comunidades e as escolas das classes média e alta.
“Não basta a criança aprender a ler e ser enviada ao mercado de trabalho. Ela tem de aprender a perguntar, questionar, interrogar a natureza”. Davidovich também acredita que é preciso investir mais na formação dos professores. Ele sugeriu que haja um maior envolvimento de todos nessa questão, do Estado e do próprio mundo acadêmico, principalmente nas instituições públicas.
Na plenária sobre o papel da ciência, da tecnologia e da inovação na redução das desigualdades sociais e na inclusão social como consequência da democracia e da cidadania, foi mostrado que a nota mínima para entrar, em uma universidade, no curso de medicina, é 8,3, enquanto para os candidatos à licenciatura de física e matemática, é pouco mais de 3. “Ora, esses serão os professores e educadores das nossas crianças, os formadores das nossas crianças. Entram no vestibular com média 3. É um paradoxo que foi resolvido em outros países”, afirmou.
O especialista chegou a comparar esse cenário a um regime separatista como o apartheid, em que há dois grupos: um que é beneficiado com educação de qualidade e outro que recebe uma educação de baixa qualidade. “Se não mudarmos isso, o país não terá um forte protagonismo internacional. Vem de séculos [essa realidade], da escravidão, da segregação social e precisa de 10 a 20 anos [para ser resolvida]. Deve ser iniciada logo [uma mudança desse quadro], para que, daqui a 20 anos, não tenhamos mais essa segregação”.
De acordo com a professora Maria Alice Rezende de Carvalho, do Departamento de Sociologia e Política da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, é importante transformar a ciência em algo que tenha valor para o cidadão comum. Presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), Maria Alice disse ainda que não se pode separar ciência e tecnologia que, constitutivamente, estão associadas à democratização da sociedade.
Ela citou como exemplo a difusão da informação, que precisa de uma tecnologia específica e está cada vez mais desenvolvida. O próprio processo de formação de acervos envolve ciência, observou. “Sem informação é impossível dar prosseguimento aos desejos e entender de que maneira esses desejos podem ser realizados por meio de cursos e de uma formação específica”, disse.
Maria Alice também destacou a educação como de fundamental importância nesse processo de inclusão e na redução das diferenças sociais e econômicas. “A Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação pretende que a ciência seja uma linguagem do mundo e que ela traga, de fato, melhoria para a qualidade das condições de vida das grandes massas brasileiras”.
Entre os aspectos importantes para que isso ocorra, a professora citou a melhoria da qualidade de vida em todos os níveis e a possibilidade de transformação das inovações sociais, que estão na base da sociedade, encontrarem caminhos para a difusão desse conhecimento. Para a presidente da Anpocs, é importante também que comunidades que, muitas vezes, têm saberes empíricos, venham a ser também produtoras de conhecimento.
Da Agência Brasil
Pernambuco.com
quarta-feira, 26 de maio de 2010
MENSAGEM DE INCENTIVO
Mensagem espirita de incentivo
O dia de amanhã ninguém usou.
Pode ser seu !
Sofre pôr antecipação
quem vive pensando bobagens
que não se realizam.
Portanto, olhe para o seu futuro com a ternura de uma criança
Espere dele sempre as melhores coisas,
As melhores oportunidades...
Os melhores caminhos devem ser seguidos com fé e persistência...
Pois os obstáculos que aparecerão...
Deverão ser enfrentados e vencidos
Confie em si mesmo...
Mas não se esqueça jamais,
de confiar em Deus
E busque a realização dos seus sonhos,
sempre Sorrindo !!!
E...Que o Amor Único de Deus,
inspire sempre
Todas as Almas para o Bem...
Fonte: Antonio de Aquino
O dia de amanhã ninguém usou.
Pode ser seu !
Sofre pôr antecipação
quem vive pensando bobagens
que não se realizam.
Portanto, olhe para o seu futuro com a ternura de uma criança
Espere dele sempre as melhores coisas,
As melhores oportunidades...
Os melhores caminhos devem ser seguidos com fé e persistência...
Pois os obstáculos que aparecerão...
Deverão ser enfrentados e vencidos
Confie em si mesmo...
Mas não se esqueça jamais,
de confiar em Deus
E busque a realização dos seus sonhos,
sempre Sorrindo !!!
E...Que o Amor Único de Deus,
inspire sempre
Todas as Almas para o Bem...
Fonte: Antonio de Aquino
UOL EDUCAÇÃO
26/05/2010
18h27 - Justiça de MG permite que alunos inadimplentes assistam às aulas na faculdade
18h10 - Unicamp faz boletim de ocorrência por invasão da reitoria; universidade "lamenta" acontecimento
17h27 - Em SP, 44% dos alunos do 3º ano do ensino médio da rede municipal têm desempenho insuficiente em matemática
16h19 - Crianças chinesas aprendem autodefesa em meio a onda de ataques; assista
16h09 - Reitoria da Unicamp é invadida por grevistas durante 2 horas
15h51 - Escolas devem informar dados para o Censo Escolar a partir de hoje
15h22 - Rede quer liberação da reprodução "sem finalidade de lucro" de obras; um em cada três livros universitários está esgotado
14h58 - Unesp 2010/2: concorrência geral é de 16 candidatos por vaga; engenharia de produção é mais procurado
12h56 - Comissão da Câmara rejeita expulsão de aluno que ficar inadimplente por 90 dias
12h49 - Nos EUA, professora proíbe espanhol na sala de aula e universidade se desculpa
ÍNDICE GERAL DE NOTÍCIAS
18h27 - Justiça de MG permite que alunos inadimplentes assistam às aulas na faculdade
18h10 - Unicamp faz boletim de ocorrência por invasão da reitoria; universidade "lamenta" acontecimento
17h27 - Em SP, 44% dos alunos do 3º ano do ensino médio da rede municipal têm desempenho insuficiente em matemática
16h19 - Crianças chinesas aprendem autodefesa em meio a onda de ataques; assista
16h09 - Reitoria da Unicamp é invadida por grevistas durante 2 horas
15h51 - Escolas devem informar dados para o Censo Escolar a partir de hoje
15h22 - Rede quer liberação da reprodução "sem finalidade de lucro" de obras; um em cada três livros universitários está esgotado
14h58 - Unesp 2010/2: concorrência geral é de 16 candidatos por vaga; engenharia de produção é mais procurado
12h56 - Comissão da Câmara rejeita expulsão de aluno que ficar inadimplente por 90 dias
12h49 - Nos EUA, professora proíbe espanhol na sala de aula e universidade se desculpa
ÍNDICE GERAL DE NOTÍCIAS
GOVERNADOR ANUNCIA CONCURSO PARA 4000 PROFESSORES
Postado em: 17/5/2010
PRÓXIMOS MESES
Governador anuncia concurso para 4.000 professores
O edital para realização de concurso público pode ser lançado ainda neste primeiro semestre
O governador Iberê Ferreira de Souza confirmou que ainda neste primeiro semestre será lançado o edital para realização de concurso público para contratação de 4.000 professores para a rede estadual de ensino. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (17), durante evento, no auditório da Fiern em Natal.
"Além desse concurso, ainda esse ano vamos inciar a reforma e ampliação de 115 Centros Profissionalizantes Especializados para nossa rede estadual de ensino. Isso siginifica que estamos dando total atenção à educação, cuidando da estrutura e do saber", afirmou Iberê Ferreira.
Com agência RN
rnnoticias.com.br
PRÓXIMOS MESES
Governador anuncia concurso para 4.000 professores
O edital para realização de concurso público pode ser lançado ainda neste primeiro semestre
O governador Iberê Ferreira de Souza confirmou que ainda neste primeiro semestre será lançado o edital para realização de concurso público para contratação de 4.000 professores para a rede estadual de ensino. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (17), durante evento, no auditório da Fiern em Natal.
"Além desse concurso, ainda esse ano vamos inciar a reforma e ampliação de 115 Centros Profissionalizantes Especializados para nossa rede estadual de ensino. Isso siginifica que estamos dando total atenção à educação, cuidando da estrutura e do saber", afirmou Iberê Ferreira.
Com agência RN
rnnoticias.com.br
sexta-feira, 21 de maio de 2010
HANNAH ARENDT
tória e Historicidade
HANNAH ARENDT - História e Historicidade
História e Historicidade não andam na contramão na vida de Hannah Arendt, caminham, navegam e sobrevoam em tempos sombrios, onde a vida do espírito ganha reflexão entre o passado e o futura, em busca de uma política justa capaz de julgar com responsabilidade, religando liberdade privada e a liberdade pública, sem perder a condição humana, a pluralidade e a singularidade.
Existem pessoas que durante sua temporada existencial fecundam aos cuidados da própria historicidade valores elevados de interesse público e geralmente tudo isso acontece em tempos politicamente medíocre, em meio às calamidades cotidianas e insuficiências da política prática. Hannah Arendt nos deixou um legado, sua confiança na possibilidade de nós começarmos de novo, de fazer a coisa diferente, de sermos capazes de fazer o improvável e o incalculável.
Nascida em casa, Hanover, Baixa Saxônia, 14 de outubro de 1906, um domingo, às 21h30, depois de vinte e duas horas de contrações, conta sua mãe Martha num caderno intitulado Nosso Bebê (Unser kind), onde anotava a evolução física e psicológica da filha. Assim descreve a mãe, sua fase até os onze anos: Ela não gosta de ficar sozinha; rir com as canções alegres; chora com as sentimentais. O contexto de vida de Hannah Arendt foi em tempo de explícitos conflitos políticos que desembocavam em guerras e doenças, mortes de familiares queridos, seguidos de avó, tio e pai. A própria Hannah sofria de eczema desde criança.
Sua historicidade e história nasceram juntas, a cada passo constituíam-se em uma única vida, privada e pública. Romances, amizades, família e sua formação intelectual e espiritual. Vinda de duas famílias judias liberais, cultas e com uma boa situação financeira, seguidores de uma política socialista, compartilham de um mundo igualitário. A relação de Hannah com ajudeidade vai constituir o fio condutor de sua vida, tanto pessoa quanto intelectual.
Hannah tem dez anos quando a revolução democrática de fevereiro, 1918, explode na Rússia, ano do nascimento do partido comunista alemão. Aos quinze anos compartilha com a mãe uma nova família, pois esta faz um novo casamento, onde tem que coabitar com duas filhas do padrasto. Clara de vinte anos e Eva de dezenove. Clara influenciou Hannah com seus livros, com seu amor a língua grega e sua paixão por poesia. Aos dezessete anos faz cursos de latim, grego e teologia cristã na universidade. Aqui começa a escrever seus poemas com questionamentos metafísicos que dizem:Nenuhuma palavra irrompe na escuridão/ Nenhum deus levanta sua mão ? Até onde meu olhar alcança/ vejo terra que se agiganta. Nenhuma forma se desprende, Nenhuma sombra pairante se dá. E continuo sempre apenas a ouvir: Tarde demais, tarde demais.
Uma mulher, uma pensadora, uma amante das paixões entre olhares, uma amante das paixões entre reflexões filosóficas, uma intelectual antes de tudo, ou não. Hannah é orientada pela própria vida a estudar filosofia. Por quê? Em 1964, responde a um jornalista: Fiz muitas vezes essa pergunta a mim mesma e só posso lhes responder: Desde os 14 anos ... Eu tinha lido Kant. Uma filósofa em constante vida do espírito reflexivo. O estudo da filosofia caminha junto com o de teologia, como compreender. Para Hannah o que a confrontava era como fazer teologia quando se é judia? Como encarar isso? Ela dizia que não tinha a menor ideia. Esses momento de tormentos do ser, a melancolia que tomava conta de seu ser, a ausência de lugar no mundo constituíram para a filósofa uma preparação mental e psíquica à descoberta da obra de Martin Heidegger. Hannah era uma filósofa fértil tanto de idéias quanto de amores, vivia cercada de amigos filósofos, que de amigos uma vez amores de primavera, de outono, depois de amores se tornavam amigos. É o que diz um poema de sua autoria: Se de novo nos virmos/ Brancos lilases irão florescer/ Te envolverei de mimos,/ De nada mais deves carecer. Queremos o tom da alegria, Que o vinho seco, Que as tílias perfumadas, Nos encontrem ainda juntos. Quando as folhas caírem/Deixa nossos caminhos porém se apartarem. Que adianta nossas fúrias se elevarem? É preciso simplesmente sofrer a separação. Hannah tem dezoito anos, é uma intelectual angustiada, que assume a tempestade do pensamento, quer compreender a totalidade da vida natural e espiritual, mas desconfia de qualquer dogmatismo.
Porém encontrar Heidegger no seu caminho de leituras e nos corredores e salas de aula e seminários, esse encontro a leva a um novo amor intelectual e emocional, dois romances. E passa a interrogação filosófica a questionar os problemas da existência. Porém o mundo de Hannah é abalado pelas guerras e perseguições. O chão foge sob seus pés. Porém continua seus estudos sobre a fenomenologia de Husserl, se interessa por Nietezsche, Kiekegaarde, faz curso de Karl Jaspers. Inicia sua amizade com Walter Benjamin. 1926-27. Torna-se assistente de Max Scheler e em 1928 conclui sua primeira obra filosófica, Do Ter, constituída de sete capítulos sobre a antropologia do conhecimento. E seguido de uma tese sobre O conceito de amor em Santo Agostinho sob a orientação de Karl Jaspers. Hannah se casa em Berlim em junho de 1929. Em 1930 faz uma conferência sobre Rahel Varnhagen, é alemã ou judia? Neste ano Hannah rompe toda relação com Heidegger e o coloca no campo dos inimigos irredutíveis. Não há futuro sem Hitler, Hitler é o nosso futuro. É o que Heidegger diz, escreve e publica.
Presa e solta depois de oito dias na prisão, Hannah antecipa sua partida, ela saiu da Alemanha e foi para Paris, a capital francesa, onde entrou em contato com intelectuais como o escritor Walter Benjamin.
Nessa época, colaborou em instituições dedicadas a preparar jovens para viverem como operários ou agricultores na Palestina - ao mesmo tempo, trabalhou como secretária da baronesa Rotschild, de uma família de banqueiros.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo francês de Vichy colaborou com os invasores alemães e, por ser judia, Hannah foi enviada a um campo de concentração, em Gurs, como "estrangeira suspeita". Porém, conseguiu escapar e aportou em Nova York, em maio de 1941.
Exilada, ficou sem direitos políticos até 1951, quando conseguiu a cidadania norte-americana. Então começou realmente sua carreira acadêmica, que duraria até sua morte. Combateu com toda a alma os regimes totalitários e condenou-os em seus livros "Eichmann em Jerusalém" e "As origens do totalitarismo". No primeiro, estuda o conceito da "banalidade do mal". Em seus depoimentos, Eichmann disse que cumpria ordens e considerava desonesto não executar o trabalho que lhe foi dado, no caso, exterminar os judeus. Hannah concluiu que ele dizia a verdade: não se tratava de um malvado ou de um paranóico, mas de um homem comum, incapaz de pensar por si próprio, como a maior parte das pessoas. Essa afirmação é um eco da frase do filósofo e matemático francês Pascal (1623-1662) "Nada é mais difícil que pensar".
Então vejamos um pouco de algumas obras da filósofa:
1. O que é Política? Agosto de 1950, diz a filósofoa: a política trata da convivência entre diferentes.
2. A Condição Humana. 1958: A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha existir.
3. Entre o Passado e o Futuro. 1954: O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, a partir dos tempos antigos, mostra o quanto parece natural iniciar um novo mundo com aqueles que por nascimento e por natureza novos.
4. Responsabilidade e Julgamento. 1960: A filosofia é uma atividade solitária, e parece apenas natural que a necessidade de filosofar surja em tempos de transição, quando os homens jão confiam na estabilidade do mundo e em seu papel neste mundo...
5. Homens em tempos sombrios. 1955: se o verdadeiro anel existisse, significaria o fim do discurso, e portanto da amizade, e portanto da humanidade.
6. Origem do Totalitarismo. 1973: Este livro é uma tentativa de compreender os fatos que, à primeira vista, pareciam apenas ultrajantes. Repito: compreender não significa negar o ultrajante, subtrair o inaudito do que tem precedentes, ou explicar fenômenos por meio de analogias e generalidades tais que deixa de sentir o impacto da realidade e o choque da experiência. Significa antes examinar e suportar conscientemente o fardo que os acontecimentos colocaram sobre nós. Compreender significa ,em suma, encarar a realidade, espontânea e atentamente, e resistir a ela ? qualquer que seja, veja a ser ou possa ter sido.
7. A Vida do Espírito. 1971: A questão que se impunha era: seria possível que a atividade do pensamento como tal ? o hábito de examinar o que quer que aconteça ou chame a atenção, independentemente de resultados e conteúdo específico ? estivesse entre as condições que levam os homens a abster-se de fazer o mal, ou mesmo que ela realmente os condicione contra ele?
A Filósofo em 1975, após um jantar com amigos falece em sua cadeira de balanço, sentada, quieta sem reclamar.
Fonte: www.sofilosofia.com.br
HANNAH ARENDT - História e Historicidade
História e Historicidade não andam na contramão na vida de Hannah Arendt, caminham, navegam e sobrevoam em tempos sombrios, onde a vida do espírito ganha reflexão entre o passado e o futura, em busca de uma política justa capaz de julgar com responsabilidade, religando liberdade privada e a liberdade pública, sem perder a condição humana, a pluralidade e a singularidade.
Existem pessoas que durante sua temporada existencial fecundam aos cuidados da própria historicidade valores elevados de interesse público e geralmente tudo isso acontece em tempos politicamente medíocre, em meio às calamidades cotidianas e insuficiências da política prática. Hannah Arendt nos deixou um legado, sua confiança na possibilidade de nós começarmos de novo, de fazer a coisa diferente, de sermos capazes de fazer o improvável e o incalculável.
Nascida em casa, Hanover, Baixa Saxônia, 14 de outubro de 1906, um domingo, às 21h30, depois de vinte e duas horas de contrações, conta sua mãe Martha num caderno intitulado Nosso Bebê (Unser kind), onde anotava a evolução física e psicológica da filha. Assim descreve a mãe, sua fase até os onze anos: Ela não gosta de ficar sozinha; rir com as canções alegres; chora com as sentimentais. O contexto de vida de Hannah Arendt foi em tempo de explícitos conflitos políticos que desembocavam em guerras e doenças, mortes de familiares queridos, seguidos de avó, tio e pai. A própria Hannah sofria de eczema desde criança.
Sua historicidade e história nasceram juntas, a cada passo constituíam-se em uma única vida, privada e pública. Romances, amizades, família e sua formação intelectual e espiritual. Vinda de duas famílias judias liberais, cultas e com uma boa situação financeira, seguidores de uma política socialista, compartilham de um mundo igualitário. A relação de Hannah com ajudeidade vai constituir o fio condutor de sua vida, tanto pessoa quanto intelectual.
Hannah tem dez anos quando a revolução democrática de fevereiro, 1918, explode na Rússia, ano do nascimento do partido comunista alemão. Aos quinze anos compartilha com a mãe uma nova família, pois esta faz um novo casamento, onde tem que coabitar com duas filhas do padrasto. Clara de vinte anos e Eva de dezenove. Clara influenciou Hannah com seus livros, com seu amor a língua grega e sua paixão por poesia. Aos dezessete anos faz cursos de latim, grego e teologia cristã na universidade. Aqui começa a escrever seus poemas com questionamentos metafísicos que dizem:Nenuhuma palavra irrompe na escuridão/ Nenhum deus levanta sua mão ? Até onde meu olhar alcança/ vejo terra que se agiganta. Nenhuma forma se desprende, Nenhuma sombra pairante se dá. E continuo sempre apenas a ouvir: Tarde demais, tarde demais.
Uma mulher, uma pensadora, uma amante das paixões entre olhares, uma amante das paixões entre reflexões filosóficas, uma intelectual antes de tudo, ou não. Hannah é orientada pela própria vida a estudar filosofia. Por quê? Em 1964, responde a um jornalista: Fiz muitas vezes essa pergunta a mim mesma e só posso lhes responder: Desde os 14 anos ... Eu tinha lido Kant. Uma filósofa em constante vida do espírito reflexivo. O estudo da filosofia caminha junto com o de teologia, como compreender. Para Hannah o que a confrontava era como fazer teologia quando se é judia? Como encarar isso? Ela dizia que não tinha a menor ideia. Esses momento de tormentos do ser, a melancolia que tomava conta de seu ser, a ausência de lugar no mundo constituíram para a filósofa uma preparação mental e psíquica à descoberta da obra de Martin Heidegger. Hannah era uma filósofa fértil tanto de idéias quanto de amores, vivia cercada de amigos filósofos, que de amigos uma vez amores de primavera, de outono, depois de amores se tornavam amigos. É o que diz um poema de sua autoria: Se de novo nos virmos/ Brancos lilases irão florescer/ Te envolverei de mimos,/ De nada mais deves carecer. Queremos o tom da alegria, Que o vinho seco, Que as tílias perfumadas, Nos encontrem ainda juntos. Quando as folhas caírem/Deixa nossos caminhos porém se apartarem. Que adianta nossas fúrias se elevarem? É preciso simplesmente sofrer a separação. Hannah tem dezoito anos, é uma intelectual angustiada, que assume a tempestade do pensamento, quer compreender a totalidade da vida natural e espiritual, mas desconfia de qualquer dogmatismo.
Porém encontrar Heidegger no seu caminho de leituras e nos corredores e salas de aula e seminários, esse encontro a leva a um novo amor intelectual e emocional, dois romances. E passa a interrogação filosófica a questionar os problemas da existência. Porém o mundo de Hannah é abalado pelas guerras e perseguições. O chão foge sob seus pés. Porém continua seus estudos sobre a fenomenologia de Husserl, se interessa por Nietezsche, Kiekegaarde, faz curso de Karl Jaspers. Inicia sua amizade com Walter Benjamin. 1926-27. Torna-se assistente de Max Scheler e em 1928 conclui sua primeira obra filosófica, Do Ter, constituída de sete capítulos sobre a antropologia do conhecimento. E seguido de uma tese sobre O conceito de amor em Santo Agostinho sob a orientação de Karl Jaspers. Hannah se casa em Berlim em junho de 1929. Em 1930 faz uma conferência sobre Rahel Varnhagen, é alemã ou judia? Neste ano Hannah rompe toda relação com Heidegger e o coloca no campo dos inimigos irredutíveis. Não há futuro sem Hitler, Hitler é o nosso futuro. É o que Heidegger diz, escreve e publica.
Presa e solta depois de oito dias na prisão, Hannah antecipa sua partida, ela saiu da Alemanha e foi para Paris, a capital francesa, onde entrou em contato com intelectuais como o escritor Walter Benjamin.
Nessa época, colaborou em instituições dedicadas a preparar jovens para viverem como operários ou agricultores na Palestina - ao mesmo tempo, trabalhou como secretária da baronesa Rotschild, de uma família de banqueiros.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo francês de Vichy colaborou com os invasores alemães e, por ser judia, Hannah foi enviada a um campo de concentração, em Gurs, como "estrangeira suspeita". Porém, conseguiu escapar e aportou em Nova York, em maio de 1941.
Exilada, ficou sem direitos políticos até 1951, quando conseguiu a cidadania norte-americana. Então começou realmente sua carreira acadêmica, que duraria até sua morte. Combateu com toda a alma os regimes totalitários e condenou-os em seus livros "Eichmann em Jerusalém" e "As origens do totalitarismo". No primeiro, estuda o conceito da "banalidade do mal". Em seus depoimentos, Eichmann disse que cumpria ordens e considerava desonesto não executar o trabalho que lhe foi dado, no caso, exterminar os judeus. Hannah concluiu que ele dizia a verdade: não se tratava de um malvado ou de um paranóico, mas de um homem comum, incapaz de pensar por si próprio, como a maior parte das pessoas. Essa afirmação é um eco da frase do filósofo e matemático francês Pascal (1623-1662) "Nada é mais difícil que pensar".
Então vejamos um pouco de algumas obras da filósofa:
1. O que é Política? Agosto de 1950, diz a filósofoa: a política trata da convivência entre diferentes.
2. A Condição Humana. 1958: A pluralidade é a condição da ação humana pelo fato de sermos todos os mesmos, isto é, humanos, sem que ninguém seja exatamente igual a qualquer pessoa que tenha existido, exista ou venha existir.
3. Entre o Passado e o Futuro. 1954: O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, a partir dos tempos antigos, mostra o quanto parece natural iniciar um novo mundo com aqueles que por nascimento e por natureza novos.
4. Responsabilidade e Julgamento. 1960: A filosofia é uma atividade solitária, e parece apenas natural que a necessidade de filosofar surja em tempos de transição, quando os homens jão confiam na estabilidade do mundo e em seu papel neste mundo...
5. Homens em tempos sombrios. 1955: se o verdadeiro anel existisse, significaria o fim do discurso, e portanto da amizade, e portanto da humanidade.
6. Origem do Totalitarismo. 1973: Este livro é uma tentativa de compreender os fatos que, à primeira vista, pareciam apenas ultrajantes. Repito: compreender não significa negar o ultrajante, subtrair o inaudito do que tem precedentes, ou explicar fenômenos por meio de analogias e generalidades tais que deixa de sentir o impacto da realidade e o choque da experiência. Significa antes examinar e suportar conscientemente o fardo que os acontecimentos colocaram sobre nós. Compreender significa ,em suma, encarar a realidade, espontânea e atentamente, e resistir a ela ? qualquer que seja, veja a ser ou possa ter sido.
7. A Vida do Espírito. 1971: A questão que se impunha era: seria possível que a atividade do pensamento como tal ? o hábito de examinar o que quer que aconteça ou chame a atenção, independentemente de resultados e conteúdo específico ? estivesse entre as condições que levam os homens a abster-se de fazer o mal, ou mesmo que ela realmente os condicione contra ele?
A Filósofo em 1975, após um jantar com amigos falece em sua cadeira de balanço, sentada, quieta sem reclamar.
Fonte: www.sofilosofia.com.br
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