segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ALEXANDRE, O GRANDE

Rei da Macedônia
Alexandre, o Grande
356 a.C., Macedônia
13/06/323 a.C., Babilônia
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Alexandre, filho de Filipe da Macedônia, tornou-se rei em 338 a.C.
Conta a lenda que a mãe de Alexandre, Olympia, no momento da concepção, sonhou que uma serpente entrou silenciosamente no seu quarto. Insinuando-se entre os cobertores, deslizou entre suas pernas e seus seios, e a possuiu sem machucá-la. E o seu sêmen se misturou com aquele que o marido, o rei Filipe 2º, lhe dera momentos antes de ser vencido pelo sono e pelo vinho.

Alexandre era filho de Filipe da Macedônia, que se tornou rei em 338 a.C., dominando toda a Grécia, com exceção de Esparta. Aos 13 anos recebeu como preceptor ninguém menos que Aristóteles, um dos homens mais sábios de sua época e de todos os tempos. Com ele, Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ética, ciências físicas e naturais, medicina, geografia; e conheceu as obras de autores como Eurípides e Píndaro.

Ao mesmo tempo, o príncipe se interessava pelas artes marciais e pela domesticação de cavalos. Na arte da guerra, Filipe 2º, militar experiente e corajoso, instruiu o filho com conhecimentos de estratégia e de comando. Alexandre, com 18 anos, pôde mostrar seu talento quando, à frente de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas, na Batalha de Queronéia, em 338 a.C.

Depois do assassinato de seu pai em 336 a.C., Alexandre assumiu o trono da Macedônia enfrentando resistência em algumas cidades gregas. Com o poder nas mãos, o jovem rei que viria a ser conhecido como Magno (ou o Grande) deu início à expansão territorial do reino e ao seu ambicioso projeto de conquistar o Império Persa. Contava com um exército poderoso e organizado, dividido em infantaria, cuja principal arma eram lanças de grande comprimento, e em cavalaria, que constituía a base do ataque rápido ao inimigo.

Em 334 a.C., Alexandre cruzou o Helesponto - o estreito de Dardanelos, na atual Turquia -, e já na Ásia avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou a vitória. Prosseguiu triunfante em sua jornada, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia. Diante das perdas, o rei da Pérsia, Dario 3º, foi ao encontro do inimigo. Na batalha de Isso, em 333 a.C., consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império.

Em seguida, Alexandre empreendeu a conquista da Síria em 332 a.C. e entrou no Egito. Seu sonho, além de aumentar em poder e em glória, era unir a cultura oriental à ocidental. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do Oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Mas a tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus oficiais macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca.

Em 332 a.C. fundou, no Egito, Alexandria cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da Antigüidade. Um ano depois, Alexandre enfrentou novamente Dario 3º na batalha de Gaugamela, cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Morto Dario, Alexandre foi proclamado rei e sucessor da dinastia persa em 330 a.C.

No ano 328 a.C casou-se com Roxana, filha do governante da Bactriana, com quem teve um filho de nome Alexandre 4o. Em 327 a.C. dirigiu suas tropas para a Índia, onde fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, às margens do Rio Hidaspe. Ao chegar ao Rio Bias, porém, suas tropas, exaustas, se negaram a continuar.

Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa, sob o ataque de povos hostis, na qual foi ferido mortalmente e acometido de uma febre misteriosa, que nenhum de seus médicos soube curar. Alexandre morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com apenas 33 anos.

O império que edificou, em 12 anos, ia do rio Indo ao Nilo, com as culturas helênica e oriental interpenetrando-se e produzindo uma nova civilização que talvez tenha sido o maior legado de Alexandre à humanidade.

Fonte: Who Was Who in Greek World, Diana Bowder, Phaidon Press

UOL EDUCAÇÃO

Brasileiro se interessa mais por ciência, mas desconhece instituições de pesquisa PUBLICIDADE

10/01/2011 - 14h41
Brasileiro se interessa mais por ciência, mas desconhece instituições de pesquisa
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SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

Não é só por bola de futebol que o brasileiro se interessa, mas também por pipetas e microscópios. Pelo menos é isso o que sinaliza uma pesquisa do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia).

De acordo com os dados, o brasileiro está mais interessado em ciência e tecnologia do que estava em 2006 e o interesse declarado (ou seja, o que a pessoa afirma ter) já supera até o tema "esportes".

No entanto, apenas 12% dos entrevistados conseguem citar o nome de um cientista brasileiro e só 18% sabem mencionar de cabeça uma instituição científica.

Quem consegue nomear está na parte mais rica da população. "Isso mostra que o Brasil ainda é uma país extremamente desigual", analisa o físico Ildeu de Castro Moreira, coordenador do trabalho.

E os cientistas mais citados são Oswaldo Cruz e Carlos Chagas. "Praticamente ninguém menciona cientistas sociais, sendo que o Brasil têm nomes importantíssimos como Paulo Freire e Gilberto Freyre", completa.

A pesquisa consultou 2.016 brasileiros com objetivo de investigar as atitudes e percepções dos brasileiros sobre a ciência e tecnologia. O trabalho dá continuidade a uma investigação similar realizada em 2006.

RESULTADOS

A amostra foi desenhada de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de modo que os resultados possam ser projetados para o que o brasileiro "médio" pensa sobre vários temas.

O nível de interesse em ciência e tecnologia aumentou significativamente desde 2006. O número de interessados ou muito interessados no tema subiu de 41% para 65% dos respondentes.

Em ambiente, o interesse disparou de 58% para 83% no mesmo período --empatando com o gosto por medicina e saúde.

Para o coordenador do trabalho, o resultado condiz com o momento atual de preocupações ambientais no mundo e no Brasil- especialmente na Amazônia.

FUTEBOL E CIÊNCIA

Outro dado que chama atenção é que o tema "ciência" tem quase o mesmo nível de interesse declarado (65%) que esportes (62%).

"As pessoas, no geral, estão mais interessadas em todos os assuntos. No caso da ciência, isso reflete o momento positivo da situação econômica do país e a ampliação do acesso a espaços e atividades científico-culturais", explica Moreira.

Apesar do interesse científico declarado de boa parte dos entrevistados, 92% dos consultados revelaram que não frequentam museus de ciência (37% dos quais sob a justificativa de que eles não existem na sua região).

Mesmo baixo, o número de visitantes dobrou desde 2006, passando de 4% para pouco mais de 8%.

Entre as pessoas com ensino superior completo, no entanto, o índice de visitação sobe para 14% dos respondentes- e se aproxima dos índices europeus, que é 18%.

MAIS CONFIANÇA

Outro dado que muda de acordo com a escolaridade e classe econômica do entrevistado é o índice de confiança em determinados profissionais como fonte de informação --com exceção de médicos, que são "confiáveis" para todas as classes.

Entre os mais pobres, a confiança nos religiosos é maior do que nos cientistas. Já nas classes com mais recursos e formação, os campeões são os cientistas de instituições públicas. Quem faz ciência em instituições privadas parece ter uma certa descrença do entrevistado.

Em relação à ciência brasileira, a opinião geral é que ela vai bem. A avaliação sobre a posição da ciência do Brasil no mundo tem se tornado cada vez mais positiva.

Para metade dos brasileiros consultados, ela está hoje em uma posição intermediária.

Mas, novamente, o resultado muda conforme a condição econômica: pessoas de classes menos favorecidas têm, em geral, uma posição mais otimista em relação à ciência brasileira.

Em outras palavras, quanto menor o nível econômico do entrevistado, mais ele declara achar que a ciência nacional é bastante avançada.

Fonte: UOL EDUCAÇÃO

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A queridinha das empresas
Educação a distância ganha cada vez mais espaço nas empresas, que investem pesado em ações voltadas para a educação continuada de seus funcionários

Vinícius Cherobino

O e-learning segue forte nas corporações brasileiras. De acordo com dados do censo realizado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), nada menos do que 208.743 mil funcionários participaram de cursos dessa natureza no Brasil em 2009, alta de 82% perante o número registrado no ano anterior. Ao analisar apenas os colaboradores (sejam eles fornecedores, clientes ou terceiros), os números são mais modestos, mas também apontam para crescimento: 45.883, alta de 18% na comparação ano a ano.

Mas o que justificaria o interesse das empresas brasileiras pelo ensino a distância? Um dos pontos mais simples para explicar esse crescente interesse é estritamente financeiro: é muito mais barato, do ponto de vista da empresa, treinar o funcionário sem tirá-lo da sua sala (ou casa). Além disso, criar o conteúdo e distribuí-lo via internet ou satélite minimiza a perda de produtividade, reduz sistematicamente os problemas de logística e facilita treinar um grande número de pessoas. Se uma empresa precisa criar dez turmas com 100 pessoas espalhadas em várias unidades pelo Brasil, o ensino a distância é a saída mais fácil. O funcionário faz o curso (e as avaliações) quando puder e não é preciso reunir todos em uma mesma sala.

Educação continuada
Não é à toa que pesquisa da Abed com 23 empresas de todo o Brasil aponta que 100% das corporações definem redução de custos como fator importante para a adoção desse modelo, seguido por agilidade na realização dos cursos (93%).

O lado financeiro, contudo, responde apenas por parte da equação. Para companhias preocupadas com a melhoria contínua de seus produtos e serviços, o método se mostra como uma ótima ferramenta.

Como? Capacitando o material humano das maneiras mais variadas possíveis e nas diversas hierarquias - seja em treinamentos sobre novos produtos em cursos de graduação ou de formação técnica para funcionários de nível operacional, seja no ensino de novos idiomas e pós-graduação para aprimoramento do profissional de alta patente.

"O caminho dessa modalidade nas corporações está sendo construído em conjunto com o conceito de universidade corporativa, com o ideal da educação continuada dentro das empresas", resume a professora adjunta da Universidade Federal de São Paulo e membro do Conselho Fiscal da Abed, Rita Maria Tarcia.

Porém, apesar do crescimento, a realidade da EAD está longe de ser perfeita nas empresas. A pesquisa da Abed apontou, ainda, que a impessoalidade do modelo é vista como desvantagem para 73% dos respondentes - ponto particularmente importante quando se discute engajamento dos alunos em um modelo de ensino que demanda mais disciplina e organização dos estudantes.

Além disso, outro dado aponta uma realidade preocupante: apenas 7% dos entrevistados fazem um acompanhamento da aprendizagem dos cursos a distância, enquanto a maioria (80%) baseia a avaliação em relatos ou relatórios preenchidos pelos próprios participantes dos cursos. Algumas páginas em que o aluno diz se aprendeu ou não, garantem os entrevistados, estão longe de provar se o aprendizado aconteceu de fato.

O lado ruim do crescimento
A grande procura pelo ensino a distância teve uma consequência: multiplicação de empresas que se dizem especialistas nesse modelo, mas que não apostam na qualidade. A forte atuação delas nesse setor culminou em um mercado hostil com forte competição por preço em detrimento do resultado final para os alunos - e para as corporações. No geral, concordam os entrevistados, preço mais barato significa resultados abaixo da crítica.

"Algumas empresas descobriram uma mina de ouro chamada EAD. Mas gravar a aula e mandar via satélite cobrando R$ 180 não é ensino a distância. Isso não forma ninguém", alerta o fundador da Associação Internacional de Educação Continuada (Aiec), Vicente Nogueira Filho.

Para Carlos Allegretti, um dos responsáveis pelo setor de ensino a distância na Universidade Paulista (Unip), a falta de uma regulamentação bem definida do Ministério da Educação facilitou a explosão de capacitação com qualidade duvidosa. Cursos sem tutor ou monitoramento dos alunos, sem nenhuma estrutura nos polos de ensino e sem bibliotecas são comuns. "A concorrência desleal derrubou o preço dos cursos. Mas as políticas recentes do MEC atacam estas escolas que não atendem ao aluno, e o cenário está melhorando", acredita.

Rita, da Abed, faz a ressalva de que as ofertas ruins de serviços não são exclusivas do segmento de ensino a distância. Trata-se de um fato comum não só em educação, mas em mercados muito aquecidos e com muitos competidores. "O setor cresceu 90% nos últimos dois anos. Mas, se compararmos com os últimos dez anos, houve uma melhora considerável na qualidade", garante.

Como mensurar
Mas como identificar o sucesso do ensino feito a distância e saber se o funcionário, realmente, aprendeu? Essa é uma das perguntas mais complexas de ser respondidas e que mais preocupa as empresas. O retorno sobre o investimento, chamado de ROI (Return Over Investiment) no mundo corporativo, é uma métrica particularmente difícil de medir quando se fala em treinamento de funcionários. Não há fórmula mágica, mas as empresas tentam algumas estratégias para saber se o investimento em educação compensa.

Uma das práticas adotadas é comparar o curso a distância com uma alternativa presencial, a questão nesse caso são os custos, já que realizar o treinamento de 30 mil funcionários espalhados pelo Brasil inteiro, por exemplo, é mais barato via EAD.

"Definir as métricas é sempre um desafio, mas é preciso ir além do aspecto financeiro. Um bom caminho está em identificar como ele está colaborando no dia a dia do profissional", resume Rita, da Abed. O retorno na prática profissional é sempre a melhor recompensa para a empresa. "Se ele estiver usando o treinamento em sua rotina, tudo indica que o curso foi bem sucedido", diz Rita. E os dois lados ficam felizes.

Quem investiu mais

De acordo com dados do censo realizado pela Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), o governo foi o maior usuário de EAD corporativa em 2009 (58%), seguido por serviços (22%), indústria (8%) e comércio (4%). As ações de treinamento (71%) foram as mais comuns em 2009. Depois, vieram aperfeiçoamento (62%), cursos livres (29%) e reciclagem (24%). Com 14% cada, formação profissionalizante, extensão e pós-graduação estão logo atrás. As áreas que usaram mais o EAD em 2009 foram: finanças (14%), informática (12%), planejamento e gestão (10%), educação e cidadania (6%) e formação de lideranças (4%).

Corporações querem resultado

Uma das principais preocupações das empresas ao treinarem seus funcionários via EAD é com relação aos resultados. A sócia-diretora da Companhia de Idiomas, Ligia Crispino (foto), sugere às instituições de ensino ou provedores do conteúdo que definam métricas em conjunto com a empresa-cliente. Reuniões em que as expectativas são claramente definidas - pelo RH e pela diretoria da empresa - são um bom caminho para evitar decepções.

"Mais do que uma nota, o que está em jogo é a assimilação de conteúdo. A empresa precisa responder, antes do início do curso, o que será satisfatório", diz.

As empresas, por outro lado, sabem que não existe uma fórmula mágica para criar indicadores confiáveis sobre a eficácia dos cursos a distância, mas o departamento pessoal é o responsável por tentar acompanhar o desempenho, que nem sempre é creditado ao curso. "Quando se fala de treinamento de um produto, por exemplo, mede-se a quantidade de vendas antes e depois. Mas, já aviso, se o resultado for positivo, vai ser difícil provar que foi a EAD.
Todo mundo quer ser pai de filho bonito", brinca o diretor de relacionamento da Take 5, Ricardo Franco (foto).

Para ele, de maneira geral, o melhor caminho é procurar estabelecer uma média de produtividade por usuário antes e depois.


Novas tendências

Como em qualquer mercado intimamente relacionado com tecnologia, o e-learning tem novas tendências chegando a todo momento. Em uma mistura de novas funcionalidades tecnológicas, ideias inovadoras e hype (promoção extrema de uma pessoa, ideia ou produto), o mercado tem novos termos que são alardeados pelas empresas do setor. Entre eles estão os chamados entertraining e advertraining. O primeiro aposta em estratégias de entretenimento (como o uso de jogos corporativos) para garantir maior atenção e engajamento dos funcionários em treinamentos a distância, enquanto o segundo utiliza as técnicas da publicidade para atingir fim semelhante.

Outra tendência é o mobile training. Aproveitando o fato de os celulares estarem nas mãos de 91 de cada 100 brasileiros, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a EAD pode apostar no mobile training para funcionar como, por exemplo, uma ferramenta para facilitar o acompanhamento do curso ou para reproduzir conteúdo em áudio das aulas em períodos em que o aluno está em trânsito.

Já Rita Maria Tarcia, da Abed, recomenda cautela com as novas tendências. Segundo ela, em vez de correr atrás de tudo o que é novo e chamativo, é mais interessante entender os conceitos e aplicar conforme o projeto em mãos, estudando caso a caso. "Há, sem dúvida, potencial pedagógico nestas técnicas, mas depende muito da maneira como são usadas. A tecnologia deve ser um meio para o fim, que é o ensino", acredita.

Fonte: UOL EDUCAÇÃO

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"DESEJOS" ou "OS VOTOS"

"DESEJOS" ou "OS VOTOS"
Sérgio Jockymann

Pois, desejo primeiro que você ame e que amando, também seja amado,
E que se não o for, seja breve em esquecer e esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja só, mas que se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos e que, mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis,
E que em pelo menos um deles você possa confiar, que confiando, não duvide de sua confiança.
E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos, nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiadamente seguro.

Desejo, depois, que você seja útil, mas não insubstituivelmente útil, mas razoavelmente útil.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante, não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que essa tolerância, não se transform em aplauso nem em permissividade,
Para que assim fazendo um bom uso dela, você dê também um exemplo para os outros.

Desejo que você, sendo jovem, não amadureça depressa demais e que, sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que, sendo velho, não se dedique a desesperar.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
E é preciso deixar que eles escorram dentro de nós.

Desejo, por sinal, que você seja triste, mas não o ano todo, nem em um mês e muito menos numa semana,
Mas apenas por um dia. Mas que nesse dia de tristeza, você descubra que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo,
Talvez agora mesmo, mas se for impossível, amanhã de manhã, que existem oprimidos, injustiçados e infelizes,
E que estão à sua volta, porque seu pai aceitou conviver com eles.
E que eles continuarão à volta de seus filhos, se você achar a convivência inevitável.

Desejo ainda que você afague um gato, que alimento um cão e ouça pelo menos um joão-de-barro erguer
triunfante o seu canto matinal;
Porque assim você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por mais ridícula que seja, e acompanhe o seu crescimento dia-a-dia,
para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático.
E que, pelo menos uma vez por ano, você ponha uma porção dele na sua frente e diga:
"Isso é meu". Só para que fique bem claro quem é dono de quem.

Desejo ainda que você seja frugal, não inteiramente frugal,
não obcecadamente frugal, mas apenas usualmente frugal.
Mas que esse frugalismo não impeça você de abusar quando o abuso se impõe.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você,
Mas que, se morrer, você possa chorar sem se culpar e sofrer sem se lamentar.

Desejo, por fim, que sendo mulher, você tenha um bom homem,
E que sendo homem, tenha uma boa mulher.
E que se amem hoje, amanhã, depois, no dia seguinte, mais uma vez,
E novamente, de agora até o próximo ano acabar,
E que quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda tenham amor para recomeçar.

E se isso só acontecer, não tenho mais nada para desejar.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

IMPORTANTE: esta poesia, de autoria de Sergio Jockymann, publicada em 1980 no Jornal Folha da Tarde, de Porto Alegre-RS, circula na internet como sendo de autoria de Victor Hugo, e assim foi publicada originalmente com o título 'Desejos'. Contactados pelo verdadeiro autor, com muito prazer desfazemos o equívoco, estabelecendo os créditos a quem de direito.
http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Politicos/B_SergioJockyman.htm

BIOGRAFIA RESUMIDA

SERGIO JOCKYMANN

Sérgio Jockyman nasceu em 1930, em Palmeiras das Missões-RS. Jornalista, romancista, poeta e teatrólogo, Jockyman teve, em 1955, o seu primeiro texto montado em Porto Alegre: Caim. No ano seguinte publicou Poemas em Negro. O sucesso chegou em 1962 com a peça Boa Tarde Excelência, ganhando projeção nacional. Vieram outros sucessos teatrais: Marido, Matriz e Filial, Lá, Treze.

Em 1969 estreou na televisão escrevendo os episódios de Confissões de Penélope, na TV Tupi, com Eva Wilma. No mesmo ano escreveu sua primeira novela: Nenhum Homem É Deus. Com O Machão, Jockyman atingiu o sucesso na TV, podendo apresentar sua linguagem popular - predominantemente em suas peças - para satirizar situações de ordem estabelecida. Ainda escreveu para vários jornais gaúchos, como o Zero Hora, a Folha da Tarde e o Vale dos Sinos, e foi candidato a prefeito de Porto Alegre em 1985, pelo Partido Liberal.

Fonte: www.teledramaturgia.com.br

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

EDUCAÇÃO

19h14 -Enem para prejudicados: mais da metade dos alunos chamados para refazer prova faltaram
18h29 -Gabarito do Enem para prejudicados por erro em caderno amarelo sai no dia 21 de dezembro
18h21 -Estudantes nus fazem manifestação nas Filipinas; assista ao vídeo
17h10 -Debate sobre PNE pode levar até um ano e meio no Congresso
16h33 -Em Curitiba, abstenção chama a atenção de inscritos no Enem para prejudicados
16h01 -Candidatos em BH dizem que novo Enem teve mesmo nível de dificuldade da prova com erro
15h36 -Medicina, direito e engenharia civil são os cursos mais disputados da UnB 2011; veja concorrência completa
15h14 -Em Curitiba, candidato consegue liminar para fazer Enem para prejudicados, mas não chega a tempo
15h06 -Candidato de Belo Horizonte chega atrasado à prova do Enem para prejudicados por erro
15h00 -Lula afirma que educação foi um dos destaques do governo dele
14h58 -Haddad: novo Plano de Educação não tem meta "impossível de ser cumprida"
14h32 -Candidata que não registrou problema em ata consegue liminar para fazer prova do Enem em BH
14h25 -ABC Paulista ganha 25 novas minibibliotecas para estimular leitura de metalúrgicos
14h21 -Atirador morre após abrir fogo em escola na Flórida
14h04 -Único candidato da Grande São Paulo não aparece para refazer prova do Enem
13h58 -ITA 2011: veja a resolução comentada das provas de português, inglês e redação
13h36 -Veja comparação entre salários de professores e de outras ocupações
13h29 -Em local de prova de BH, inscritos fazem Enem para prejudicados com medo de novos erros
13h06 -Plano prevê que criança seja alfabetizada até 8 anos para melhorar desempenho escolar
13h03 -Novo plano prevê igualar salário do professor ao de outros profissionais
12h32 -Professor ganha 40% menos que trabalhador com mesma escolaridade. Comente
12h22 -Alfabetização de crianças até os 8 anos pode melhorar desempenho escolar
12h20 -Confira as 20 metas que compõem o Plano Nacional de Educação 2011-2020
12h18 -Plano Nacional de Educação tem 20 metas; 20% são ligadas à valorização do professor
12h12 -Paula Souza oferece 600 bolsas de estudo de inglês
12h01 -Cursinho pré-vestibular da Unesp abre 120 vagas em Marília (SP)
11h27 -Professor ganha 40% menos que média do trabalhador brasileiro com mesma escolaridade
09h55 -USP decide não pagar bônus a professores e funcionários
09h16 -UFPR diploma primeira aluna de origem indígena
08h57 -Catraca Livre vira projeto de incubadora em Harvard

UOL EDUCAÇÃO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

DESIDERATA


Vá placidamente por entre o barulho e a pressa
e lembre-se da paz que pode haver no silêncio.

Tanto quanto possível, sem capitular,
esteja de bem com todas as pessoas.
Fale a sua verdade calma e claramente;
e escute os outros,
mesmo o estúpido e o ignorante;
também eles têm sua história.

Evite pessoas barulhentas e agressivas:
elas são tormento para o espírito.
Se você se comparar a outros,
pode tornar-se fútil e amargo;
porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você.
Desfrute suas conquistas, assim como seus planos.
Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde;
é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos.
Exercite cautela nos seus negócios;
porque o mundo é cheio de artifícios;
mas, não deixe que isso o torne cego à virtude que exista.
Muitas pessoas lutam por altos ideais;
e por toda parte a vida é cheia de heroísmo.

Seja você mesmo.
Principalmente, não finja afeição.
Nem seja cínico sobre o amor,
porque em face de toda aridez
e desencantamento ele é perene como a grama.
Aceite gentilmente o conselho dos anos,
renunciando com benevolência às coisas da juventude.
Cultive a força do espírito
para proteger-se num infortúnio inesperado.
Mas não se desgaste com pensamentos negros.
Muitos temores nascem da fadiga e da solidão.

Além de uma benéfica disciplina,
seja bondoso consigo mesmo.
Você é um filho do Universo,
não menos que as árvores e as estrelas.
Você tem o direito de estar aqui.
E quer seja importante ou não para você,
sem dúvida o Universo se desenrola como deveria.

Portanto, esteja em paz com Deus,
qualquer que seja sua forma de concebê-lo.
E seja qual forem a sua lida e as suas aspirações,
na barulhenta confusão da vida,
mantenha-se em paz com a sua alma.
Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos,
este é ainda um mundo maravilhoso.
Seja otimista!
Empenhe-se em ser feliz!

Max Ehrmann, 1927
* DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MESMO ASSIM

As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as MESMO ASSIM.

Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso MESMO ASSIM.

O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem MESMO ASSIM.

A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto MESMO ASSIM.

Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa MESMO ASSIM.

Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os MESMO ASSIM.

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor MESMO ASSIM.

Madre Tereza de Calcutá