quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ASAS PARA VOAR

Uma águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.
O seu coração acelerou com emoções contraditórias, ao mesmo tempo que sentiu a resistência dos filhotes.

Por que será que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? Pensou ela.

O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso.

Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes.

E, se justamente agora, isto não funcionar? Pensou ela.

Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento.

A sua missão estava prestes a completar-se, restava ainda uma tarefa final: o empurrão.

A águia encheu-se de coragem.

Enquanto os filhotes não descobrirem as suas asas não haverá propósito para a sua vida.

Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia.

O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes.

Era seu supremo ato de amor.

Então, um a um, ela precipitou-os para o abismo.

E eles voaram!

Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia.

São elas que nos empurram para o abismo.

E quem sabe não são elas, as própria circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.

Fonte: www.mayrink.g12.br

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA - 15 DE NOVEMBRO DE 1889

O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações onde visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas onde a opção republicana dava seus primeiros sinais. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão-de-obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agro-exportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as conseqüências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas idéias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi conseqüência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

EDUCAÇÃO

20h29 -DPU vai se juntar ao MPF em ação que pede suspensão do Enem
19h50 -MPF pede informações sobre falhas do Enem ao Inep
18h56 -Juntos, serviços da DPU e das UNE/Ubes somam 4. 206 reclamações do Enem 2010 até esta 4ª
18h15 -Defensoria Pública vai entrar como co-autora em ação contra o Enem
18h15 -Defensoria Pública vai entrar como coautora em ação contra o Enem
17h34 -Apenas 5% do total de formandos no Brasil são engenheiros
17h34 -Secretários de Educação defendem manutenção do Enem
17h32 -Em meio à indefinição sobre Enem, candidatos devem manter foco nos estudos
17h05 -Ameaça de massacre fecha 300 escolas em Miami
16h53 -AGU envia amanhã à Justiça do Ceará informações sobre o Enem
16h45 -Estudantes cobram uma resposta sobre a indefinição do Enem
16h39 -Estudantes cobram resposta sobre indefinição do Enem
16h00 -Em Moçambique, Lula muda o tom sobre falhas no Enem; ouça correspondente
15h45 -Estudantes entram em choque com a polícia em protesto em Londres
15h02 -Opinião: chance de Haddad ficar no governo é quase zero
14h40 -Candidatos que mandaram mensagens eletrônicas durante Enem serão eliminados, diz MEC
13h22 -Comissão da Câmara recebe Haddad na próxima semana para explicar falhas do Enem
12h53 -Mãe de santo invade escola e briga com estudantes
12h33 -Polícia Federal diz que ainda não há indícios de vazamento da prova do Enem
12h33 -Mais de 30 mil universitários vão às ruas de Londres contra aumento de mensalidades
12h21 -Medicina da UFTM 2011 tem 3.608 inscritos; veja concorrência completa
12h10 -Professora é suspeita de agredir alunos em escola de SP
12h02 -Psicólogo diz que indefinição sobre provas do Enem deixa estudantes ansiosos
11h42 -USP discute modificar eleição para reitor
11h37 -Fuvest 2011: a concorrência para o seu curso subiu?
11h36 -UFJF prorroga inscrições do vestibular 2011 até 19 de novembro
11h23 -Moçambique: Lula volta a defender Enem, mas diz que prova pode ser refeita
11h05 -Lula: falha no Enem não tirará ninguém da universidade
11h03 -Denúncia de estupro coletivo em escola causa polêmica na África do Sul
10h05 -Fuvest divulga relação candidato/vaga; medicina é o curso mais concorrido

FONTE: UOL EDUCAÇÃO

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ESCREVER É COMPROMETER-SE

A palavra texto significa "tecido". Com efeito, o texto é um tecido composto de palavras que se reúnem em frases, períodos e parágrafos. Mas antes de assumir essa forma, o texto começa na mente de quem vai escrevê-lo.

Aí é que reside o grande problema do ensino de "redação": Ensinam-se técnicas, macetes, dicas, truques, fórmulas pré-fabricadas de textos, esquemas, roteiros etc., mas não se ensina a pensar.

Tem sido comum, nas aulas de redação, a prática de sugerir aos alunos que escrevam sobre um assunto em relação ao qual, na maioria das vezes, não têm sequer afinidade ou aproximação com suas experiências de vida. A essa prática não se agrega um componente fundamental que é o de levar os alunos a se debruçarem sobre a questão proposta, a discutirem a matéria, a questioná-la, a enxergá-la de diversas facetas.

Em outras palavras, os alunos não são levados a pensar sobre o assunto; não se propõe uma discussão na qual possam expor o que pensam relativamente à questão. As aulas de redação têm sido momentos enfadonhos dos quais os alunos participam mais para se verem livres da tarefa do que para terem a oportunidade de exteriorizar suas opiniões; mais para receberem notas do que para assumirem um compromisso intelectual.

No entanto, "o escrever" é comprometer-se intelectualmente; é assumir antes um compromisso com você mesmo diante do que pensa sobre o assunto, sobre aquilo em que acredita, sobre aquilo que forma seu conjunto de valores e concepções do mundo. Escrever é conhecer-se; como dizia Clarice Lispector, "é lembrar-se do que nunca existiu"; e, segundo Roland Barthes, "é espantar-se".

Espantamo-nos à medida que conhecemos um pouco mais sobre nós mesmos, sobre o que nos impulsiona, sobre o que nos mantém ligados à existência etc.

Mas nada disso parece merecer a atenção de nossos alunos e professores, que se encontram num ensino de redação cujo foco consiste em distanciar cada vez mais os alunos de constituírem os sujeitos de seu próprio dizer, de seu próprio texto, que se assenta em experiências de vida, pessoal e intransferível.

Daí o medo da ‘folha em branco’, dos bloqueios que costumam vir associados ao ato de escrever. Porque o escrever, na maior parte das vezes, esteve ligado a um ato que gerou mais frustração do que prazer, que causou mais traumas que benefícios, que serviu mais para aferir a correção gramatical do que para aferir a capacidade de organização textual-discursiva, que sempre esteve associado mais a um dom de poucos do que a uma habilidade que todos podem adquirir.

O escrever sempre gerou medo. Temos medo de escrever porque não sabemos pensar. Porque à proporção que o ensino nos levava a não pensar, nos levava também a ter medo de escrever. E escrever, dentro dessa concepção, pressupunha conhecer as regras gramaticais, que o ensino também não nos ensinava. Somos um misto de sem-língua, sem-texto, sem-escrita, sem-pensamento com outra porção bem grande de com-medo, com-frustração, com-bloqueios. O resultado, como se vê, não é nada animador.

Devemos mudar o foco de nossas aulas de redação alterando as estratégias, transformando o ‘medo de escrever’ em ‘prazer de escrever’. Quando há prazer, tudo fica mais fácil; é mais gostoso, não percebemos o passar das horas, nos sentimos superbem, ficamos de bem com a vida. É hora de ficarmos de bem com o ato de escrever, conferindo-lhe prazer e não o medo.

Sérgio Simka
Professor universitário e autor de Ensino de Língua Portuguesa e Dominação: por que não se aprende português?


Fonte: www.moderna.com.br

EM DEFESA DO PLANETA

A humanidade acordou para a necessidade de preservar o meio ambiente e impedir a destruição da própria espécie.

Conheça aqui histórias de escolas que já estão ajudando os alunos a mudar de atitude para se transformar em cidadãos mais conscientes



Mudar atitudes e diminuir o impacto negativo do homem na natureza: papel da
Educação Ambiental

Aquecimento global, degelo das calotas polares, reciclagem, calor e frio em excesso, água em falta. Nunca os temas ambientais ocuparam tanto espaço na mídia e nas discussões em todos os lugares - das universidades às ONGs, dos ambientes de trabalho às escolas.

A palavra de ordem é diminuir os impactos negativos do ser humano sobre o mundo.

Como?

Mudando atitudes pessoais e coletivas para salvar o mundo da ameaça (cada vez mais real) de colapso.A boa notícia é que já há muitos professores desenvolvendo essa mentalidade. Trabalhando com consistência e continuidade e usando conceitos de Educação Ambiental, eles estão ajudando suas turmas a formar uma cultura de defesa do planeta, envolvendo as comunidades nesse processo de reflexão, atraindo colegas de outras áreas em tarefas multidisciplinares e, assim, construindo novos jeitos de se relacionar com a realidade à sua volta.Nesta reportagem, você vai conhecer cinco experiências (feitas nos estados de São Paulo, Bahia, Pará e Santa Catarina) que podem inspirar a realização de atividades para ajudar a melhorar a relação com a natureza.

Todas elas têm em comum o fato de trilharem caminhos na direção do que a educadora ambiental Isabel Cristina de Moura Carvalho, da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas, no Rio Grande do Sul, chama de formação do "sujeito ecológico" - nome usado para definir o que seria o modelo ideal de um ser humano "que tem e dissemina valores éticos, atitudes e comportamentos ecologicamente orientados".

O primeiro passo para trabalhar bem a Educação Ambiental é criar, na escola, um ambiente capaz de envolver os professores de todas as disciplinas (e não só os de Ciências e Geografia, que normalmente "tomam posse"do tema) e também a comunidade."Não dá para tratar só das questões de natureza. Qualquer trabalho deve incluir a relação com a cidade e seus moradores", diz Isabel Carvalho.

Na EM Malê Debalê, em Salvador, essa ligação surgiu porque a escola fica ao lado da lagoa do Abaeté. A equipe articulou diversos conteúdos e criou uma cultura de trabalhar a questão ambiental todos os dias, com as classes de Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental (leia mais no quadro da página ao lado). As crianças se acostumaram a realizar tarefas de iniciação científica (como observação para entender fenômenos da natureza, em estudos do meio) e passaram a entender como se dão as interferências do ser humano na paisagem.

Já a professora Elielza Silva Prata, da EM Maria Flora Guimarães, em Benevides, no interior do Pará, deu mais ênfase à interação com a comunidade ao iniciar um longo projeto de Educação Ambiental (leia mais no quadro à direita). Para conscientizar os moradores sobre a importância de preservar a água (numa região ribeirinha), ela convidou pesquisadores e especialistas e abriu a sala de aula para a participação de todos num debate amplo sobre a realidade local. "A experiência é muito rica porque se baseia nas necessidades cotidianas da população e as insere na ação pedagógica", afirma a bióloga Maria de Jesus da Conceição Ferreira Fonseca, coordenadora do Núcleo de Estudos em Educação Científica, Ambiental e Práticas Sociais da Universidade do Estado do Pará.

Objetivos de longo prazo

Os especialistas ouvidos por NOVA ESCOLA são unânimes em afirmar que a Educação Ambiental deve ter objetivos de longo prazo. Promover uma festa pelo Dia da Água pode até ser interessante ou divertido para as crianças, mas é pouco. A comemoração, dizem esses professores, não pode ser o objetivo fim, mas um meio para compartilhar os conhecimentos.

O mesmo vale para atividades simbólicas, como plantar árvores. Muito mais importante do que a ação em si é explorar com os alunos como o desmatamento afeta a vida em sua cidade, por exemplo. "Assim, eles vão perceber que o plantio das mudas é só uma pequena parte do que é preciso fazer para restaurar nossas matas", explica Sueli Furlan, professora da Universidade de São Paulo e selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10.

"E vão entender que esse é um trabalho para a vida toda, não se resume a iniciativas pontuais."

Da mesma forma, de nada adianta montar uma horta e depois não mantê-la. Ou separar o lixo na escola e depois não ter como dar fim a ele.

"Não é difícil perceber que mais importante do que sugerir um projeto de coleta seletiva localizado é pensar numa campanha para pressionar vereadores a organizar melhor todo o trabalho de coleta na cidade"

Exemplifica Sueli.

Em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, o trabalho contínuo de Educação Ambiental na rede municipal vem dando cada vez mais resultados.

Desde 1999, a prefeitura investe na capacitação de professores e no desenvolvimento de projetos de médio e longo prazo.Graças à experiência dos anos anteriores, a EM Jardim Iate Clube consegue fazer da reciclagem uma realidade para toda a equipe de alunos e professores (leia mais sobre a experiência no quadro à direita).

O trabalho funciona bem, entre outras coisas, porque tem a efetiva participação de outras instituições da sociedade civil. Aliás, foram essas organizações que criaram o movimento ambientalista e acabaram por chamar a atenção de toda a sociedade para a importância de defender a natureza. Em muitos casos, foram justamente as ONGs que criaram atividades para usar em sala de aula (leia mais no quadro abaixo).

A pedagoga Patrícia Otero, especialista em meio ambiente e diretora do 5 Elementos, que atua no setor há dez anos, dá um exemplo de como inserir temas ambientais em classe. "Não basta trabalhar só as informações encontradas na mídia", diz."É preciso descobrir meios de associar esse conhecimento à realidade local e entender como a comunidade lida com a questão da água. Ao aprofundar-se no tema, os jovens vão conseguir propor reflexões e ações positivas."

Ação integrada à comunidade

Entender a realidade e atuar para transformá-la. Foi exatamente isso que os estudantes da EMEF Teófilo Benedito Ottoni, em São Paulo, fizeram. A escola fica junto a uma área remanescente de mata Atlântica e, quatro anos atrás, associou-se a outros agentes da sociedade civil para lutar contra a derrubada das árvores para a construção de prédios. A mobilização levou os jovens a participar de protestos e escrever cartas para as autoridades.

O resultado

O local acabou transformado num parque.

"As escolas são espaços privilegiados de formação e a Educação Ambiental é a forma de interagir diretamente com a comunidade e operar mudanças na sociedade"

Diz a antropóloga Lucila Pinsard Vianna, coordenadora da Câmara Técnica de Educação Ambiental do Comitê de Bacias do Litoral Norte de São Paulo (leia mais no quadro à esquerda).

Batalhar por melhorias na infra-estrutura do bairro, promover palestras e convocar as famílias, as associações de moradores e os representantes de sindicatos e outras associações para debater os problemas e as possíveis soluções são outras formas eficientes de envolver os alunos em atividades que certamente ficarão marcadas na vida deles.

Na EE Professora Josepha de Sant'Anna Neves, em São Sebastião, no litoral paulista, a questão ecológica ganhou tanto espaço que a escola se tornou uma referência de qualidade na região. Tudo porque a equipe vem atuando há vários anos (e de forma coordenada) para promover reformas nas instalações e manter hortas e jardins sempre muito bem cuidados (leia mais no quadro acima).

Você faz a diferença

Formar "sujeitos ecológicos" é isto: levar para a sala de aula temas da atualidade e tratá-los de forma transdisciplinar em projetos duradouros que mexam com a comunidade.

Um levantamento feito pelo Ministério da Educação revela que, quando isso acontece, alunos e professores fortalecem seus relacionamentos e passam a cuidar do ambiente escolar e a se interessar pelo que acontece fora dele (mostram a parentes, vizinhos e amigos que todos fazemos parte do planeta).

Além disso, as experiências relatadas aqui funcionaram bem porque em todas houve a participação essencial de um personagem: você, professor. "Segundo nossa pesquisa, quando os docentes assumem seu papel de líderes, eles contagiam os colegas e esse idealismo seduz os alunos a participar dos projetos", resume Rachel Trajber, coordenadora de Educação Ambiental do MEC.

O apoio da sociedade civil

As ONGs têm um papel importante no debate ambiental, dentro e fora das escolas, fortalecendo principalmente a Educação não formal por meio de campanhas na mídia e da criação de materiais paradidáticos e atividades para alunos de todas as séries.

O Instituto Mamirauá (com sede em Tefé, na região do Alto Rio Negro, no Amazonas) já está no quarto curso de Educação Ambiental voltado para professores da rede pública (cerca de 60 escolas são atendidas, num local onde há poucas opções de formação para os docentes).

A ONG também discute com o Estado a formação de uma política pública para o tema. Em São Paulo, o Instituto Verdescola auxilia no planejamento de cinco instituições públicas de ensino e uma particular. Além de capacitação para professores, funcionários e pais, a ONG acompanha essas escolas durante o ano inteiro, participando da construção de projetos.

Biólogos e pedagogos também dão aulas temáticas dentro da própria grade curricular.

Fonte: revistaescola.abril.com.br

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes

MOTIVO

Motivo


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.


Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.


Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.


Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles