segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mundo dos Recados




MundodosRecados.com.br - Recados Animados e Gifs com Glitter!

TODOS NO MESMO BARCO

REVISTA EDUCAÇÃO - GUIA DA BOA ESCOLA
Todos no mesmo barco
A criança depende dessas duas referências para formar sua visão crítica do mundo. Por isso, elas precisam estar em sintonia

Áurea Lopes


Pais e educadores trabalham em conjunto. Em sintonia, em harmonia. Como em qualquer equipe, precisam partir dos mesmos princípios e seguir na mesma direção. Como em qualquer empreitada coletiva, devem desempenhar cada um a sua parte, em benefício de um objetivo comum: conduzir as crianças e os jovens a um futuro melhor.

Se remarem no mesmo ritmo, em movimentos que se complementam, pais e educadores vão propiciar ao aluno a estabilidade de que ele necessita para construir sua identidade e formar uma visão crítica do mundo, conquistando sua independência.

Confira, a seguir, de que forma a família e a escola podem contribuir para o pleno desenvolvimento de seus filhos e de seus alunos.

Os pais estão no rumo certo quando...

Fazem uma boa escolha da escola, com base em critérios consistentes, e com isso se sentem seguros para confiar e apoiar as posições de professores e da direção.
Cumprem as regras estabelecidas pela escola - não estacionando em fila dupla na saída, por exemplo - e cuidam para que seus filhos façam o mesmo - não permitindo faltas injustificáveis.
Acompanham a vida escolar dos filhos e colaboram, por meio de conversas, atividades culturais, para enriquecer os conteúdos vistos em aula.
Ao ouvir do filho uma reclamação, antes de dar razão à criança ou ao professor, procuram a escola para saber o que está acontecendo.
Dão chance ao filho para superar pelos próprios meios as dificuldades - sejam de aprendizado, sejam de relacionamento -, controlando a ansiedade de resolver os problemas por eles, junto à escola.
Valorizam o contato com a escola e não se limitam a se comunicar com orientadores e professores por telefone ou por e-mail, mas comparecem às reuniões, contribuindo com questionamentos e sugestões.

A escola está no rumo certo quando...

É coerente, nos procedimentos e nas atitudes cotidianas, com a proposta pedagógica apresentada aos pais - e que os levou a eleger essa escola para seus filhos.
Reconhece o aluno como um integrante do processo educativo e lhe dá oportunidade para se manifestar em relação às regras de convivência na comunidade escolar.
Acolhe os pais agendando entrevistas extras, além das reuniões regulares, para discutir o desempenho dos alunos e orientar os encaminhamentos paralelos, se necessário.
Abre espaço para pais e alunos colocarem suas queixas e, se for o caso, reconhece e toma medidas corretivas em relação a falhas de avaliação, injustiças ou agressões sofridas pelos alunos por parte de professores e funcionários.
Integra os pais ao processo de formação, convidando-os a participar de atividades esportivas e culturais, o que propicia o estreitamento das relações família-escola.
Mantém professores e recursos pedagógicos atualizados, administrando com equilíbrio e bom senso a equação entre aplicações na melhoria do ensino e o custo desse investimento para os pais.

CARTILHA ESCOLAR

Conheça cartilha escolar que alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros

da Livraria da Folha
Divulgação

Cada letra ou sílaba é associada a um desenho para a memorização
Como ensinar os pequenos a escrever bola, pato ou babá? A cartilha "Caminho Suave" (Edipro, 2010) orienta os professores e os pais a tornarem o aprendizado das crianças divertido e tranquilo. O volume já alfabetizou mais de 30 milhões de brasileiros e chega agora à 129ª edição, com as atualizações do Novo Acordo Ortográfico.

Desde o lançamento, foram vendidos cerca de 40 milhões de exemplares. A autora e educadora Branca Alves de Lima --que escreveu a obra em 1948-- criou o método visual na cartilha, na qual cada letra ou sílaba é associada a um desenho.

A imagem de duas crianças sorridentes de mãos dadas seguindo o caminho para a escola pertence à memória dos brasileiros com mais de 30 anos. Outro símbolo marcante do livro é a letra "g" desenhada como um gato.


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As ilustrações da cartilha foram usadas por mais de três décadas como principal suporte à alfabetização no país. A rede pública de ensino adotou "Caminho Suave" e a "Cartilha Sodré" nas décadas de 1940 e 50.

A educação pela cartilha teve início por volta do século 19. No Brasil, as primeiras eram escritas e publicadas em Portugal. O "Metodo Castilho para o Ensino Rápido e Aprasível", de Antonio Feliciano de Castilho, foi o primeiro volume a chegar ao país, e a "Cartilha Proença", de Antonio Firmino de Proença, uma das primeiras a serem lançadas aqui, em 1926.
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LETRA CURSIVA

17/05/2010 - 14h01
Ensino da letra cursiva para crianças em alfabetização divide a opinião de educadores

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HÉLIO SCHWARTSMAN
articulista da Folha
Deve-se ou não exigir que as crianças escrevam com letra cursiva? A questão, que divide educadores e semeia insegurança entre pais, está --ao lado da pergunta sobre o ensino da tabuada-- entre as mais ouvidas pela consultora em educação e pesquisadora em neurociência Elvira Souza Lima. A resposta, porém, não é trivial.

Quem tem letra feia pode ter de trocar a de mão pela de forma

Quatro ou cinco décadas atrás, a dúvida seria inconcebível. Escrever à mão era só em cursiva e, para garantir que a letra fosse legível, os alunos eram obrigados desde cedo a passar horas e horas debruçados sobre os cadernos de caligrafia.

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

A profesora Silvana D'Ambrosio, do colégio Sion, na cidade de São Paulo, ajuda o aluno Mateus Yoona fazer letra cursiva
Veio, contudo, a pedagogia moderna, em grande parte inspirada no construtivismo de Piaget, e as coisas começaram a mudar. O que importava era que o aluno descobrisse por si próprio os caminhos para a alfabetização e a escrita proficiente. Primeiro os professores deixaram de cobrar aquele desenho perfeito. Alguns até toleravam que o aluno levantasse o lápis no meio do traçado. Depois os cadernos de caligrafia foram caindo em desuso até quase desaparecer.

O segundo golpe contra a cursiva veio na forma de tecnologia. A disseminação dos computadores contribuiu para que a letra de imprensa, já preponderante, avançasse ainda mais. Manuscrever foi-se tornando um ato cada vez mais raro.

No que parece ser o mais perto de um consenso a que é possível chegar, hoje a maior parte das escolas do Brasil inicia o processo de alfabetização usando apenas a letra de forma, também chamada de bastão.

Tal preferência, como explica Magda Soares, professora emérita da Faculdade de Educação da UFMG, tem razões de desenvolvimento cognitivo, linguístico: "No momento em que a criança está descobrindo as letras e suas correspondências com fonemas, é importante que cada letra mantenha sua individualidade, o que não acontece com a escrita "emendada' que é a cursiva; daí o uso exclusivo da letra de imprensa, cujos traços são mais fáceis para a criança grafar, na fase em que ainda está desenvolvendo suas habilidades motoras".

O que os críticos da cursiva se perguntam é: se essa tipologia é cada vez menos usada e exige um boa dose de esforço para ser assimilada, por que perder tempo com ela? Por que não ensinar as crianças apenas a reconhecê-la e deixar que escrevam como preferirem? Essa é a posição do linguista Carlos Alberto Faraco, da Universidade Federal do Paraná, para quem a cursiva se mantém "por pura tradição". "E você sabe que a escola é cheia de mil regras sem qualquer sentido", acrescenta.

A pedagoga Juliana Storino, que coordena um bem-sucedido programa de alfabetização em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, é ainda mais radical: "Acho que ela [a cursiva] é uma das responsáveis pelo analfabetismo em nosso país. As crianças além de decodificar o código da língua escrita (relação fonema/ grafema) têm também de desenvolver habilidades motoras específicas para "bordar' as letras. O tempo perdido tanto pelo aluno, como pelo professor com essa prática, aliada ao cansaço muscular, desmotivam o aluno a aprender a ler e muitas vezes emperram o processo".

Esse diagnóstico, entretanto, está longe de unânime. O educador João Batista Oliveira, especialista em alfabetização, diz que a prática da caligrafia é importante para tornar a escrita mais fluente, o que é essencial para o aluno escrever "em tempo real" e, assim, acompanhar a escola. E por que letra cursiva? "Jabuti não sobe em árvore: é a forma que a humanidade encontrou, ao longo do tempo, de aperfeiçoar essa arte", diz.

Magda Soares acrescenta que a demanda pela cursiva frequentemente parte das próprias crianças, que se mostram ansiosas para começar a escrever com esse tipo de letra. "Penso que isso se deve ao fato de que veem os adultos escrevendo com letra cursiva, nos usos quotidianos, e não com letras de imprensa".

Para Elvira Souza Lima, que prefere não tomar partido na controvérsia, "os processos de desenvolvimento na infância criam a possibilidade da escrita cursiva". A pesquisadora explica que crianças desenhando formas geométricas, curvas e ângulos são um sério candidato a universal humano. Recrutar essa predisposição inata para ensinar a cursiva não constitui, na maioria dos casos, um problema. Trata-se antes de uma opção pedagógica e cultural.

Souza Lima, entretanto, lança dois alertas. O tempo dedicado a tarefas complementares como a cópia de textos e exercícios de caligrafia não deve exceder 15% da carga horária. No Brasil, frequentemente, elas ocupam bem mais do que isso.

Ainda mais importante, não se deve antecipar o processo de ensino da escrita. Se se exigir da criança que comece a escrever antes de ela ter a maturidade cognitiva e motora necessárias (que costumam surgir em torno dos sete anos) o resultado tende a ser frustração, o que pode comprometer o sucesso escolar no futuro.

O que a ciência tem a dizer sobre isso? Embora o processo de alfabetização venha recebendo grande atenção da neurociência, estudos sobre a escrita são bem mais raros, de modo que não há evidências suficientes seja para decretar a morte da cursiva, seja para clamar por sua sobrevida.

Há neurocientistas, como o canadense Norman Doidge, que sustentam que a escrita cursiva, por exigir maior esforço de integração entre áreas simbólicas e motoras do cérebro, é mais eficiente do que a letra de forma para ajudar a criança a adquirir fluência.

Outra corrente de pesquisadores, entretanto, afirma que, se a cursiva desaparecer, as habilidades cognitivas específicas serão substituídas por novas, sem maiores traumas.


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sexta-feira, 7 de maio de 2010

FRASES ENVOLVENDO MATEMÁTICA

Estas são algumas frases famosas envolvendo a Matemática:

Felizes aqueles que se divertem com problemas que educam a alma e elevam o espírito. (Fenelon)

Ao longo do tempo muitos homens conseguiram atingir o êxtase da criação. A estes homens dá-se o nome de MATEMÁTICOS.

A geometria é uma ciência de todas as espécies possíveis de espaços. (Kant)

A Matemática apresenta invenções tão sutis que poderão servir não só para satisfazer os curiosos como, também para auxiliar as artes e poupar trabalho aos homens. (Descartes)

O espaço é o objeto que o geômetra deve estudar. (Poincaré)

A Matemática é como um moinho de café que mói admiravelmente o que se lhe dá para moer, mas não devolve outra coisa senão o que se lhe deu. (Faraday)

O céu deve ser necessariamente esférico, pois a esfera, sendo gerada pela rotação do círculo, é, de todos os corpos, o mais perfeito. (Aristóteles)

Os números governam o mundo. (Platão)

A noção de infinito, de que é preciso se fazer um mistério em Matemática, resume-se no seguinte princípio: depois de cada número inteiro existe sempre um outro. (J. Tannery)

Sem os recursos da Matemática não nos seria possível compreender muitas passagens da Santa Escritura. (Santo Agostinho)

A Matemática possui uma força maravilhosa capaz de nos fazer compreender muitos mistérios de nossa fé. (SÃO JERÔNIMO)

Sem a Matemática, não poderia haver Astronomia; sem os recursos maravilhosos da Astronomia, seria completamente impossível a navegação. E a navegação foi o fator máximo do progresso da humanidade. (Amoroso Costa)

A Geometria faz com que possamos adquirir o hábito de raciocinar, e esse hábito pode ser empregado, então, na pesquisa da verdade e ajudar-nos na vida. (Jacques Bernoulli)

Entre dois espíritos iguais, postos nas mesmas condições, aquele que sabe geometria é superior ao outro e adquire um vigor especial. (Pascal)

A Matemática é a honra do espírito humano. (Leibniz)

Nas questões matemáticas não se compreende a incerteza nem a dúvida, assim como tampouco se podem estabelecer distinções entre verdades médias e verdades de grau superior. (Hilbert)

Os sinais + e - modificam a quantidade diante da qual são colocados como o adjetivo modifica o substantivo. (Cauchy)

Os números são as regras dos seres e a Matemática é o Regulamento do Mundo. (F. Gomes Teixeira)

Zero, esse nada que é tudo. (Laisant)

O livro da natureza foi escrito exclusivamente com figuras e símbolos matemáticos. (Galileu)

Uma verdade matemática não é simples nem complicada por si mesma. É uma verdade. (Emile Lemoine)

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

DICAS PARA VESTIBULAR

Prepare-se para passar no vestibular
Veja guia com dicas de especialistas para ajudar nos estudos para os exames das principais universidades do Brasil

Carolina Rocha, iG São Paulo | 25/04/2010 02:26Mudar o tamanho da letra:A+A-
Não é a toa que o período de vestibular é chamado de maratona. Provas sucessivas de novembro a janeiro exigem esforços mentais e físicos que podem levar um estudante sem preparo ao esgotamento e ao fracasso na missão de entrar numa boa faculdade.

Para ajudar na preparação dos candidatos, o iG consultou especialistas e formulou um planejamento para este ano com organização para os estudos e preparação física que podem fazer a diferença na hora da prova.


FOCO NO OBJETIVO


Foto: Getty Images
Vestibulandos precisam ter foco nos estudos
Estudar, estudar e estudar. Este é o único meio de conquistar uma vaga em uma boa universidade. “Não existe solução mágica. Tem de ter vontade de estudar”, diz o coordenador de vestibular do Curso Anglo, Alberto Francisco do Nascimento.

O ano do vestibular é um ano diferente dos demais. Por isso, tem de ser tratado de uma forma diferente. “Os vestibulandos têm de ter em mente que neste ano eles terão poucas experiências alheias ao vestibular”, avisa Augusta Aparecida Barbosa Pereira, coordenadora do Cursinho do XI e professora de literatura e gramática.

Isso não quer dizer que neste ano é proibido sair, se divertir, viajar. “É claro que o estudante não vai deixar de sair, ir para a balada, mas não dá para fazer isso todo final de semana, cometer excessos, porque ele tem outro objetivo”, ressalta a professora.

COMO ESTUDAR

Antes de mergulhar no mundo dos livros e cadernos, veja algumas dicas importantes dos especialistas sobre a melhor maneira de absorver os conhecimentos.

Descubra sua maneira – Cada pessoa aprende de um jeito diferente. Uns são mais visuais, alguns precisam só ouvir a explicação, outros precisam fazer anotações. O importante é descobrir qual é a forma que funciona melhor. “Muitas vezes o aluno vê o colega anotando tudo e acha que precisa escrever também. Entretanto, ele pode ser uma pessoa que aprende melhor apenas ouvindo a explicação, anotando só alguns pontos”, explica Alessandra Venturi, coordenadora do Cursinho da Poli.


Foto: Getty Images
Planejamento é fundamental para o estudante não ficar esgotado
Segundo ela, “é necessário prestar atenção nisso para que o estudo flua melhor”. “Tem pessoa que só descobre seu jeito de estudar na faculdade quando o volume de material é muito grande e ele tem de dar conta daquilo tudo sozinho. Mas se o estudante conseguir descobrir isso ainda na época do vestibular com certeza fica mais fácil estudar”, conclui Alessandra.

Tempo – Cada estudante tem um ritmo diferente de aprender. Uns precisam de mais horas de estudo, outros menos, mas é necessário criar uma rotina. “Não é necessário ficar em cima dos livros cinco horas por dia, todos os dias, mas é preciso seguir uma regra, se comprometer com o estudo. Se decidir que vai estudar dia sim, dia não, tem de cumprir com essa decisão”, diz a coordenadora do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi.

O tempo de estudos varia de acordo com a disponibilidade do vestibulando. Se ele tem apenas a obrigação de estudar, a situação é favorável. Mas se seu dia é dividido com o trabalho, ele terá de fazer sacrifícios. “O vestibulando que trabalha é um verdadeiro herói. Enquanto os outros terão de fazer esforços, ele terá de fazer sacrifícios”, alerta o coordenador do Curso Anglo, Alberto Nascimento.

O estudo ideal, segundo os especialistas, é feito com a jornada dupla. Se aprender algo pela manhã, treine à tarde – e vice-versa. O vestibulando que trabalha não tem um período livre, então terá de recuperar nos finais de semana. “Ele deve se sacrificar mais, mas também consegue passar no vestibular, basta se comprometer”, diz o coordenador do Curso Anglo.

Vale lembrar ainda que a rotina de estudos deve se manter firme até mesmo nas férias de julho. “A quantidade de horas pode até diminuir um pouco, mas não pode deixar de estudar”, acrescenta Alessandra.


Links vestibular
Exemplos de estratégias para passar no vestibular
Preparação física para vestibulandos
Exemplos de estratégias para passar no vestibular
Isso tudo e mais um pouco
Local de estudo – Estudar é um ato solitário. Por mais que o vestibulando descubra que seu jeito de aprender não é o ortodoxo, o mínimo que ele vai precisar é de concentração. E se o estudante mora em uma casa com muitos atrativos, o ideal é se isolar em uma biblioteca, praça, parque ou qualquer lugar reservado. “Em casa tem TV, internet, geladeira, periquito, papagaio. Isso tudo acaba tirando a atenção do estudo”, diz Alessandra Venturi.

A colaboração familiar é algo que também pode atrapalhar neste momento. “Muitas vezes a família acha que está ajudando e bem na hora em que o estudante está lá concentrado entra um e oferece um leitinho, uma comida, pergunta se está precisando de algo. Isso, na verdade, acaba atrapalhando”, lembra o coordenador do Curso Anglo.

Exercícios – Aprender algo na sala de aula e não exercitar pode ser perigoso. “Muitas vezes o aluno escuta a explicação do professor para uma matéria e acha que entendeu. A matéria avança e ele acha que compreendeu novamente, mas na hora da prova ele confunde uma com a outra. Isso acontece muito com quem não pratica”, alerta Alessandra.

Evitar efeito bola de neve – Não tenha vergonha de perguntar. “Se ficou com qualquer dúvida sobre uma matéria, não pode deixar passar. Tem de perguntar, tirar essa dúvida, ou ela pode ir crescendo conforme a matéria e o problema pode virar uma bola de neve”, recomenda Alessandra.

O professor de Biologia do Cursinho do XI Jaime Kuk lembra que a boa preparação pode render até mesmo uma folguinha para o vestibulando às vésperas do vestibular. “Se o estudante conseguir se calcar bem nos assuntos básicos vai ser mais fácil para entender o que vem depois e ele poderá estudar menos horas no final do ano”, diz.

A coordenadora do Cursinho do XI dá a dica para o vestibulando selecionar uma matéria por dia para eliminar todas as dúvidas de uma só vez. “Os estudantes dos cursinhos têm esse hábito por causa dos plantões. Cada dia da semana um professor de uma disciplina diferente esclarece os pontos que os alunos ficaram com problemas. Assim, a dúvida não se arrasta para a semana seguinte”, explica Augusta Pereira.

ESTUDO DAS DISCIPLINAS


Foto: Getty Images
Praticar é a melhor tática para assimilar bem as matérias
O vestibular exige que o estudante esteja preparado para tudo. Mesmo provas que tinham o objetivo de testar habilidades pontuais - como o da Fuvest, que aplicava apenas testes dissertativos específicos de acordo com a carreira escolhida - passaram a ter formatos que avaliam todas as competências.

Por isso, o vestibulando precisa dominar os conteúdos das matérias de exatas, humanas e biológicas, além de conseguir fazer a ligação entre elas. “Os vestibulares estão cada vez mais interdisciplinares e os vestibulandos precisam entender bem a matéria para fazer as relações exigidas. Têm de dominar bem o assunto para fazer uma ligação entre a crise econômica de 2009 com a de 1929, por exemplo. Não basta decorar”, diz a coordenadora do Cursinho do XI.

Para facilitar na hora de focar os estudos, os professores do Curso Anglo fizeram uma pesquisa nas provas dos vestibulares das maiores universidades do País nos últimos anos e selecionaram uma lista com o que mais tem sido exigido. Veja a lista completa.

Matérias de exatas – Praticar é o melhor recurso na hora de estudar as disciplinas de exatas. O estudante deve fazer exercícios e simulados e não descansar até fixar a matéria plenamente na memória.

Os especialistas fazem um alerta: não basta decorar sem entender. “O aluno pode usar as músicas que os professores criam para se lembrar de uma fórmula, mas se ele não entender do que se trata, não vai saber aplicar”, avisa a coordenadora do Cursinho da Poli.

Gráficos e mapas – Os gráficos estão presentes em todas as disciplinas. Pode ser uma ilustração em forma de “pizza” na prova de Geografia ou uma parábola em Matemática. O importante é estar preparado para lê-los.

“É preciso prestar bastante atenção aos gráficos. Os alunos muitas vezes se atentam apenas para o que está escrito no rodapé e não analisam o todo. As informações deles estão lá por algum motivo e é importante que o estudante saiba ler”, ressalta Alessandra.

Leitura – Ler é a regra mais importante para quem quer fazer uma boa prova. “O aluno deve ler muito, ler tudo. Chegar à aula com a matéria lida e aproveitar o tempo para tirar as dúvidas é um diferencial”, aconselha Augusta.

Sobre a lista de livros obrigatórios, os especialistas são unânimes: não adianta ver o filme, assistir à peça, ler o resumo comentado. Tem de ler a obra completa.“É claro que não fará mal se o aluno vir o filme, a peça de teatro, mas ele não pode se basear somente nisso. Tem de ter o seu próprio olhar sobre o texto, fazer sua interpretação”, diz Alessandra.

Alberto do Nascimento complementa recomendando ainda que o vestibulando leia o livro mais de uma vez. “Quando você lê um texto mais de uma vez, nota detalhes que não havia percebido na primeira leitura”, ressalta.

O ideal, segundo os coordenadores, é ler dois livros por mês, para dar tempo de relê-los e analisá-los antes do vestibular.

Atualidades - Jornais, revistas e livros podem ser grandes fontes sobre o que está acontecendo no mundo e que podem servir como tema para redações ou questões da prova.

Os especialistas não se arriscam a fazer “futurologias” sobre os temas que serão abordados nos vestibulares deste ano, mas apontam alguns caminhos como questões climáticas e desastres naturais. “Este está sendo um ano cheio de catástrofes e esse tema deve entrar na pauta. Copa do Mundo não é um assunto que costuma cair, nem eleições. Mas nada impede a prova ter algo relacionado à África do Sul ou às questões políticas do Brasil”, prevê Augusta, do Cursinho do XI.

Para colaborar com a pesquisa dos alunos, selecionamos alguns conteúdos especiais sobre os principais acontecimentos deste ano:

Sugestões de temas de atualidades
Terremotos – entenda como eles ocorrem
Devastações – conheça as maiores catástrofes
Reconstruções após grandes destruições
50 anos de Brasília
20 anos de libertação de Nelson Mandela
Vulcão – entenda o que ocorre no interior da Terra












A PROVA

Depois de meses de preparação, eis que chega o momento mais importante da maratona. É na hora da prova que tudo aquilo que foi dito, aprendido e decorado será colocado em xeque. Veja recomendações de especialistas:

Um dia antes – Não estude. Na véspera do vestibular, o importante é relaxar. “Se o vestibulando pegar a matéria para revisar, com certeza vai achar que falta estudar mais, que não sabe tudo e isso vai gerar um nervosismo desnecessário, já que ele não vai ter tempo para fazer mais nada. O melhor a fazer é relaxar, se distrair e não ficar pensando nas matérias”, recomenda a coordenadora do Cursinho da Poli.

O divertimento, entretanto, deve ser feito com moderação. “O aluno não precisa sair na véspera do vestibular e encher a cara, ir dormir de madrugada. Ele tem de lembrar que no dia seguinte vai passar por um teste importante”, avisa a coordenadora.



Foto: Getty Images
Calma e concentração na hora da prova podem garantir a conquista da vaga
Concentração – O fator mais importante na hora da prova é o foco. “O aluno tem de prestar atenção no seu momento, na sua própria prova. Se ele ficar preocupado com as pessoas que estão ao redor, com aquele cara que entregou a prova antes dele, vai acabar ficando nervoso e não vai conseguir responder às questões”, lembra Alessandra.

Para obter esta concentração, Alessandra sugere o uso de uma meditação rápida na hora da prova. “Vale perder um minuto do tempo de prova relaxando, buscando a concentração, do que perder todo o exame pelo nervosismo.”

Já o professor de Biologia, que também é praticante das técnicas terapêuticas chinesas, acredita que a ansiedade não é tão negativa. “Ela faz parte da preparação para algo importante. O estresse é uma reação natural do organismo e serve para deixar a pessoa mais atenta, mais ativa, produzindo melhor. É importante não negar essas sensações e aprender a administrá-las a seu favor.”

Jaime Kuk ressalta que o condicionamento físico pode ajudar bastante no processo de preparação para o vestibular. Não apenas na hora da prova, mas durante todo o ano de estudos é importante que o estudante preste atenção no corpo. “Antigamente as pessoas viam o intelecto separado do corpo, mas hoje em dia sabemos que a atividade mental é fortemente influenciada pela condição do corpo”, explica o professor.

Por isso, um pouco antes de ir para o local da prova ou depois de um longo dia de estudos, Kuk sugere que os alunos façam um exercício de relaxamento corporal – veja o passo a passo.

“Eu já vi estudante chegar ao esgotamento em agosto porque não conseguiu administrar a questão intelectual e física. Por isso é importante cuidar bem do corpo. Um aluno descansado investe mais firmemente nos estudos”, diz Kuk.

Enunciado – É neste momento em que o hábito de leitura e interpretação de texto do aluno contará bastante. Ler bem e interpretar corretamente o que é pedido na prova pode parecer simples, mas é o ponto em que os vestibulandos mais se atrapalham, segundo os especialistas.

“O que a gente mais ouve quando fazemos a revisão da prova é ‘ah! Era isso que eles estavam pedindo?!’. Ler o enunciado errado é o que mais faz os estudantes errarem as questões”, comenta a coordenadora do Cursinho da Poli.

Segundo ela, “ler atentamente os enunciados pode ser o grande diferencial entre um aluno e outro”. “Não pode dar aquela lida superficial e achar que entendeu. Se ele prestar atenção no que é pedido e tiver estudado bem, não tem o que errar.”

Outro problema para o vestibulando é quando ele desacredita em seu próprio conhecimento e superestima a prova. “Tem aluno que vê uma questão e pensa ‘está muito fácil para ser só isso, eu devo ter feito alguma conta errada’, mas na verdade a prova pode estar testando alguma habilidade simples mesmo”, avisa Alessandra.

O ideal, segundo ela, é o aluno confiar nos seus próprios conhecimentos. “Se ele trabalhar a concentração e confiar no que aprendeu, não vai cair nesse tipo de armadilha.”

Boa notícia: segundo o coordenador do Curso Anglo, não existe mais pegadinhas no vestibular. “As provas de faculdades boas não têm mais isso. Isso acontece só em faculdade menor, que não tem tradição em vestibular”, explica Nascimento.

Respostas – Não basta bater o olho nas alternativas, tem de responder de verdade. “Especialmente as questões de exatas, é preciso resolver as contas, fazer os cálculos. Não pode ficar só na aproximação da resposta”, diz o coordenador do Curso Anglo.

As questões dissertativas de humanas devem ser tratadas com objetividade. “Não precisa escrever uma bíblia. Tem de ser simples e objetivo”, diz Alessandra, do Cursinho da Poli.

O ideal é fazer um rascunho de suas respostas. Mas o vestibulando deve ter cuidado com o tempo para passar a limpo, pois essa operação pode estourar o limite de tempo.

Tentativa e acerto – Passar no vestibular logo de cara é o grande objetivo de todo vestibulando, mas nem sempre isso acontece. “Falhar na primeira tentativa é normal, por isso o aluno não pode desistir”, aconselha o professor Jaime Kuk.

O aluno que já prestou vestibular ao menos duas vezes sem aprovação deve fazer uma análise do que o prejudicou. Ver quais matérias foram suas fraquezas, se o problema foi a falta de conhecimento ou se o nervosismo imperou na hora da prova. “O vestibulando já tem uma experiência e tem de aproveitar para ir acertando o que falta, se preparar melhor para a próxima”, recomenda a coordenadora do Cursinho da Poli.

Fonte: Último Minuto / Educação

terça-feira, 4 de maio de 2010

EDUCAÇÃO

04/05/2010

17h37 -Reitoria da USP vai multar em R$ 1.000 por dia de greve; sindicato quer cercar prédio
15h07 -Prêmio de literatura recebe inscrições de alunos e professores de SP
15h04 -Criança leva pedras de crack para creche em São Paulo
12h56 -Servidores do Inep e do FNDE estão em greve; MEC diz que calendários estão mantidos
12h55 -Educação de Rondônia abre inscrições para 2.289 vagas
12h52 -Intercâmbio científico com universidade belga aceita projetos até 25 de maio
12h51 -Cederj recebe inscrições para o vestibular 2010 de inverno
12h45 -Servidores da USP prometem entrar em greve amanhã
10h49 -Prefeitura de Cajamar (SP) oferece 22 vagas de merendeira
10h34 -Cidade chinesa ordena tiros contra agressores de estudantes
09h29 -UFRPE abre inscrições para ingresso extravestibular
09h21 -Estudantes que usam irregularmente bolsas do Prouni podem ter que devolver recursos públicos
06h36 -UFF abre período para solicitação de isenção de taxa do vestibular 2011
03/05/2010

20h07 -Você pretende se inscrever no Fies?
19h19 -MEC estuda ampliar financiamento estudantil para curso técnico
18h16 -Pesquisa Melhores Práticas em Escolas de Ensino Médio mostra experiências de sucesso no Brasil
17h11 -Professores de MG em greve protestam na ExpoZebu
16h35 -Intercâmbio: as vantagens de viver essa experiência
15h59 -Ex-universitários trocam carreiras ''formais'' por baladas
14h01 -Imigrantes buscam manter tradições e idiomas em Nova York
13h47 -Nova regra determina que apenas alunos que fizeram Enem poderão pedir Fies
13h33 -Professores do Recife suspendem parcialmente as aulas
13h22 -Universidades e bibliotecas públicas constroem acervos específicos para pessoas com deficiência visual
13h08 -Estudantes já podem se inscrever no Fies 2010
12h33 -Unicamp abrirá inscrições para a oficina sobre a redação do vestibular no dia 10 de maio
12h16 -40% dos jovens na antiga Febem não deveriam estar lá, diz governo
12h03 -Thaís Nicoleti: Nem tudo na língua obedece a padrões lógicos
11h21 -Enade 2010 será em 21 de novembro; veja quais cursos serão avaliados
11h13 -TCU retoma ações contra fundações de pesquisa
10h34 -Fies divulga regras para 2010; estudante poderá pedir financiamento em qualquer época do ano

FONTE: UOL EDUCAÇÃO